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Tradicional Exposição de Bagé define seus oito passaporteados
O Grande Campeão e Melhor Exemplar da Raça foi cavalo Mano a Mano do Rauna A região de referência em criatórios da raça Crioula trouxe a julgamento, mais uma vez, uma manada de peso para preencher as oito vagas à final Nacional da Morfologia, em Esteio (RS). Nesta edição da Passaporte, que ocorreu entre 18 e 19 de maio, em Bagé (RS), destacou os exemplares mais jovens. Com exceção do Grande Campeão e Melhor Exemplar da Raça, Mano a Mano do Rauna, os demais animais das filas julgadas por Fábio Muricy Camargo foram Potrancas e Potrancos Menores. Camargo destacou o desenvolvimento e evolução da raça. "Eu tive uma surpresa muito boa aqui em Bagé com o elevado nível desses animais. Me arrisquei a premiá-los pois acredito que terão uma evolução muito grande", explicou, destacando que se a Expointer fosse amanhã, o Grande Campeão, Mano a Mano do Rauna, já estaria pronto. A perspectiva agradou o expositor Rafael Nascimento, da Cabanha Rauna. Conta que o gateado foi projetado desde que nasceu e, depois de trilhar uma campanha incentivo, onde colecionou 14 grandes campeonatos, Mano a Mano vem construindo um grande histórico morfológico, garantindo vaga em Esteio desde seu primeiro ano como marcado. "Era um sonho trazer um animal da minha marca aqui em Bagé. E ganhar nessa passaporte como Melhor Exemplar é uma satisfação", enfatizou. A Égua Grande Campeã, Irmazita Cala Bassa, também mostrou potencial para ir bem em Esteio, conforme avaliação durante o julgamento. A colorada filha de Quebracho da Boa Vista e Diestra Cala Bassa, foi a potranca responsável por puxar a fila e ainda integrou o time que consagrou a Cabanha Cala Bassa com o prêmio de Cabanha Destaque, oferecido pelo Núcleo de Bagé, por qualidade nos exemplares premiados em pista. A organização do evento foi realizada pelo Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Bagé (NCCCB), que já foi presidido por três ex-presidentes da ABCCC: Eduardo Suñe, Manuel Luís Sarmento e Paulo Móglia, que prestigiaram a Exposição. Bagé é uma das cidades fixas no ciclo das Passaportes da Raça, assim como Pelotas e Uruguaiana, por ter sediado uma das primeiras exposições. O Ciclo das Passaportes tem o patrocínio oficial de Banrisul. Confira o resultado FÊMEAS Grande Campeã Irmazita Cala Bassa, criador e expositor Marcelo Rezende Móglia, Cabanha Cala Bassa, Bagé (RS) Reservada Grande Campeã Obstinada da Cabanha Santa Fé, criador e expositor Gilberto Rodrigues de Freitas, Cabanha Santa Fé, Aceguá (RS) Terceira Melhor Fêmea Iluminada do Recanto São Francisco, criador e expositor Parceria Recanto São Francisco, Sítio Recanto São Francisco, Tapejara (RS) Quarta Melhor Fêmea Campana Estrela Dalva, criador e Expositor Mário Móglia Suñe, Cabanha Campana, Bagé (RS) MACHOS Grande Campeão e Melhor Exemplar da Raça Mano a Mano do Rauna, criador Rafael Augusto do Nascimento, expositor Condomínio Mano a Mano do Rau na Cabanha Rauna Cabanha Escondida Cabanha São Marcos Cabanha Curupá Cabanha Las Hojas Cabanha Dom Pedro Cabanha Conceição do Pirajú Cabanha Duas Meninas, condomínio Mano a Mano do Rauna, Tupanciretã e Alegrete (RS) Reservado Grande Campeão Mais Um Numerário, criador e expositor Cláudio Omar de Almeida, Cabanha Mais Um, São Lourenço Do Sul (RS) Terceiro Melhor Macho Santa Estrella Inquisitor, criador Sílvio Luís Rickes e Marcelo Móglia, expositor Marcelo Móglia, Cabanha Cala Bassa, Bagé (RS) Quarto Melhor Macho Urânio do Minérios, criador e expositor Rai de Barcellos, Cabanha dos Minérios, Caçapava do Sul (RS) Fotos: Fagner Almeida/ABCCC/Divulgação Texto: Marina Bonati/ABCCC

Tradicional Exposição de Bagé define seus oito passaporteados

Colunistas

Artigos sobre o Agro Negócio

Tecnologia de processos no agronegócio
Mais conhecimento para reduzir custos e riscos Marcelo Benevenga Sarmento Há uma tendência de que os custos de produção agrícola se mantenham elevados para os próximos anos. Salvo algum aspecto pontual de mercado, economia ou nova tecnologia, não é de se esperar que tenham redução significativa. Neste cenário preocupante, porém esperado, o adoção de tecnologias é necessária para obter-se maior produtividade, qualidade nos processos e margens de lucro mais interessantes. Pesquisadores, técnicos e produtores têm observado que a corrida tecnológica tem sido intensa nos últimos anos e que os investimentos tem sido cada vez maiores para se obter pequeno ganho adicional em comparação ao que se obtinha no período anterior. O que fazer neste cenário de alto risco? Já que não podemos evitar o uso de tecnologias, podemos utilizar as chamadas tecnologias de processos, que são de baixo custo, causam grande impacto nos sistemas produtivos e dependem essencialmente do conhecimento humano. Nas tecnologias de processos o foco consiste no planejamento, gestão e monitoramento de tudo que é feito na propriedade, desde o controle de custos, ajuste de carga animal, passando pela organização das datas de semeadura de forrageiras, altura de entrada e saída dos animais na pastagem às datas de entoure e desmame. Portanto, percebe-se que a aplicação da tecnologia de processos depende do profundo conhecimento em gestão, aspectos técnico-científicos e atualização constante. A tabela abaixo sintetiza as principais diferenças e mostra alguns exemplos práticos das tecnologias de processos e insumos nas atividades pecuárias. As tecnologias de processo estão intimamente relacionadas à infraestrutura das estâncias, manejo operacional e dependem de planejamento minucioso e acompanhamento frequente de todas as atividades realizadas. Como vantagens, teremos baixo risco e manejo nas mãos do proprietário e colaboradores, minimizando as frequentes oscilações de preços e oferta de insumos no mercado. Para que funcione, no entanto, gestores e funcionários devem estar capacitados na aplicação, monitoramento e avaliação dos processos, que podem estar sujeitos a mudanças nas ações diárias. Em um cenário empresarial altamente dependente de insumos cada vez mais onerosos e que trazem alto risco na sua adoção, a aplicação da tecnologia de processos vem sendo incentivada, principalmente nas atividades pecuárias. Naturalmente, não podemos prescindir da aquisição de insumos, mas este deve ser planejado como estratégias específicas e prioritárias. A ideia é que o funcionamento de uma propriedade rural não seja essencialmente dependente da compra de insumos, mas sim das tecnologias internas de processos. Isso tende a assegurar menores custos de produção e riscos, com reduzido impacto ambiental e sustentabilidade da empresa em longo prazo. Pensemos. Até a próxima coluna. Características e exemplos aplicados das diferenças entre tecnologia de processos e tecnologia de insumos no agronegócio. Marcelo Benevenga Sarmento (E-mail para correspondência: marcelobs05@hotmail.com)

Tecnologia de processos no agronegócio

Arturo Montory Gajardo

A Vida no campo como ela é.

" Revivendo " Uma paixão por criar Braford !!!
Histórias de vida é assim, reúne de todos os meios, animais e raças. Como nem tudo é cavalo, hoje trazemos pra vocês uma história especial. Uma história de uma pessoa lutadora, dedicada, e focada pelo que faz. Gustavo Camponogara, tem 38 anos, natural de Santa Maria, mas reside em Bagé|RS. Casado com Priscila Lacerda Vargas, e pai de 4 filhos: Luís Gustavo, João Pedro, Martina, e proximamente do Luiz Felipe. Formado em Medicina Veterinária, escolheu por profissão a pecuária. É a partir de essa escolha, que surge, no ano 2000, a pecuária na família do Gustavo, família que também se dedica a agricultura, e não tinha a tradição da pecuária. Lá nos inicios, a pecuária era em base a criação de gado de corte, Hereford e Braford num espaço restringido, já que não tinham uma área muito grande. Tempo depois, no ano 2005, o Gustavo obtém alguns animais registrados, umas 5 vacas, que a princípio também eram destinados pro engorde. As mesmas de procedência do rebanho do Dr. Pedro Brasil, técnico mais antigo da Associação de Hereford e Braford, hoje aposentado. Mais como nada nesta vida acontece por acaso... "O tío Pedro", como chama carinhosamente o Gustavo, o procura perguntando por que não começava a registrar os animais. Então é no ano 2006 que Gustavo, começa a inscrever seus primeiros animais na raça Braford, e conjunto com essa nova fase, nasce, no Gustavo um interesse pela raça, investigando e estudando mais sobre ela. O tempo passou, os conhecimentos aumentaram, e se definiu, o rumo do que no ínicio era apenas cria de gado de corte. O gado da "Estancia Rio Negro", hoje então, é dedicado ao continuo melhoramento genético dentro do rebanho, e na produção de touros. Se bem, não foi eliminado o trabalho com invernada e gado de corte, hoje já não é o foco principal. "É um trabalho, que involucra muitas coisas além da criação. Olhar pra trás e ver tudo o que temos construído, é uma imensa satisfação!" diz Gustavo ao conversar com Cosas del Campo. Ele nos conta, como os filhos, também tem interesse no assunto, participam e ajudam o pai. O mais velho, o "Gugu", é o parceiro das campereadas, puxando o irmão mais novo João Pedro, pra que se una ao trabalho em família. AVALIAÇÃO- QUALIDADE É em busca de resultados, de comprovação do trabalho que ele faz, que o Gustavo vai. Tanto é assim, que a Estancia Rio Negro participa do Programa Pampa Plus, programa que avalia os animais fenotipicamente, e sobre o pedigree e conforme medidas objetivas, destacando-se dentro do mesmo. Mas não fica só por aí, a Estância também tem premiações por diversos lugares... Grande Campeão e reservado de Grande Campeão em Esteio, primeiro do Ranking Nacional de Criadores Rústicos, várias exposições ganhadas dentro da localidade de Bagé, PAC avaliação a campo da Embrapa/ABHB, entre outras. Perguntamos pro Gustavo, a projeção pro futuro. "Quero aumentar em qualidade, não em quantidade", diz. E pra fechar, perguntamos uma mensagem que ele dedicaria aos iniciantes, aos que estão começando no rumo. "Basta só ter foco, e querer fazer acontecer"

Criadores

A paixão por criar

Classificatória Aberta ao Freio de Ouro revela seus selecionados para a final
Cavalo de propriedade de Dom Pedrito e égua de criatório de Uruguaiana chegam na frente em uma disputa na pista de Esteio O tempo colaborou nos quatro dias de provas da classificatória aberta ao Freio de Ouro, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e que se encerrou neste domingo, 19 de maio. A seletiva, promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), ocorreu durante a programação da 15ª edição da Fenasul. Nesta edição, a quarta classificatória deste ciclo, com animais já reconhecidos na raça pelos seus resultados, se consagram o cavalo Quicio Tupambaé, da Cabanha Tupambaé, de Dom Pedrito (RS), montado pelo ginete Gustavo Loureiro de Souza Delabary, e a égua Honrada Cimarron, da Estância Aurora, de Uruguaiana (RS), guiada pelo ginete Guto Freire. Um dos expositores da fêmea vencedora, Fabrício Corrêa, elogiou o trabalho da equipe na preparação de Honrada e celebrou a classificação para a etapa final do Freio de Ouro. "Esta égua é especial. Ela coroou o conjunto quase completo. Saiu na frente na morfologia e conseguiu se manter na ponta também na parte funcional. Ela se manteve em primeiro lugar desde o início da etapa. Isso nos dá confiança e deixa a certeza que estamos no caminho certo da seleção, do amor que nós sentimos pela raça Crioula", celebrou. A representante da Tupambaé, Giovana Evangelista, contou que a vitória do Quicio é uma daquelas gratas reviravoltas e surpresas que a vida traz. "Ele é um animal que por um momento esteve vendido e depois reproduziu muito bem, o que fez que o proprietário trouxesse ele de volta. Apesar de ter começado o treinamento no ano passado, ele é um cavalo muito bem domado, sereno e ágil. Realmente sensacional", disse encantada. Entre os dias 13 e 16 de junho a competição volta ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, para a classificatória do Rio Grande do Sul. O ciclo do Freio de Ouro tem o patrocínio de Massey Ferguson e Ipiranga e apoio de Chevrolet e Supra. Confira o resultado FÊMEAS 1º lugar Honrada Cimarron Criador: Fernando Fabrício de Faria Corrêa Expositor: Fernando Fabrício de Faria Corrêa Estabelecimento: Estância Aurora - Uruguaiana (RS) Ginete: Cezar Augusto Schell Freire Média: 19,604 2º lugar Orquídea Negra Mapocho Criador: Sérgio Santos Sant’Anna e Filhas Expositor: Sérgio Santos Sant’Anna e Filhas Estabelecimento: Cabanha Mapocho - Pelotas (RS) Ginete: Daniel Waihrich Marim Teixeira Média: 19,414 3º lugar Estrela Marca 32 Criador: Irineu Pamplona Filho Expositor: Irineu Pamplona Filho Estabelecimento: Cabanha 32 - Lages (SC) Ginete: Fabrício Brunelli Barbosa Média: 19,373 4º lugar Orquídea do Recanto Crioulo Criador: Adelmo Hess Expositor: Adelmo Hess e Fábio Nivaldo de Oliveira Estabelecimento: Estância Três Coxilhas e Alto Paraíso - Barra Velha e Joinville (SC) Ginete: Antonieto da Rosa Média: 19,322 5º lugar Basca Uma Bala Criador: Mariana Franco Tellechea e Filhos Expositor: Mariana Franco Tellechea e Filhos Estabelecimento: Cabanha Basca - Uruguaiana (RS) Ginete: Lindor Collares Luiz Média: 18,887 6º lugar Soledad do Trinta e Oito Criador: Cabanha do 38 Agropecuária Ltda. Expositor: Cabanha do 38 Agropecuária Ltda. Estabelecimento: Cabanha do 38 - Capão da Canoa (RS) Ginete: Fagner Crescêncio Espíndola Média: 18,522 7º lugar Imediata 1465 Maufer Criador: Maurício e Fernando Lampert Weiand Expositor: Fernando Lampert Weiand Estabelecimento: Cabanha Maufer - Cruzeiro do Sul (RS) Ginete: Cláudio dos Santos Fagundes Média: 18,511 8º lugar Divindad 42 Nombrado Criador: Gabriela Zancanaro Expositor: Gabriela Zancanaro e Fernando Tonet Estabelecimento: Cabanha da Figueira - Panambi (RS) Ginete: Cezar Augusto Schell Freire Média: 18,438 MACHOS 1º lugar Quicio Tupambaé Criador: Oswaldo Dornelles Pons Expositor: Oswaldo Dornelles Pons Estabelecimento: Cabanha Tupambaé - Dom Pedrito (RS) Ginete: Gustavo Loureiro de Souza Delabary Média: 19,883 2º lugar Santa Alice Nublado II Criador: Marcelo Bomfiglio Marçal Expositor: Marcelo Bomfiglio Marçal e Juliano Biazuz Estabelecimento: Estância Santa Alice e El Casillero - Rosário do Sul (RS) Ginete: Fernando Andrighetti Média: 19,796 3º lugar Campero de São Pedro Criador: Eduardo Macedo Linhares Expositor: Dennis Sfair Silveira Estabelecimento: Cabanha Sabiendas - Viamão (RS) Ginete: Fabrício Brunelli Barbosa Média: 19,420 4º lugar Assuero do Rancho Aruanã Criador: Edemir Eneas da Cruz Expositor: Lucas Enéas da Cruz e Luiz Gustavo Espíndola Estabelecimento: Cabanha KLE e Querência Crioula - Parobé (RS) Ginete: Cezar Augusto Schell Freire Média: 19,215 5º lugar Hulk do Monjolo Criador: José Gomez Cezar e Filho Expositor: Humberto Martins Cezar e Filhas Estabelecimento: Cabanha Manjolo - Palmeira das Missões Ginete: Eduardo Weber de Quadros Média: 18,987 6º lugar Dom Alberto Kaiser Criador: Fernando Alberto Scholze Expositor: Filipe Marcelo Lopes, Alexandre J. Deboni e Mariana Hass Estabelecimento: Agropecuária do Invento - Ijuí (RS) Ginete: Fábio Teixeira da Silveira Média: 18,964 7º lugar Maria Bassa de Repente Criador: Marcelo Móglia/Alcibiades J. Pereira PAP Expositor: Manoel Luiz Soares de Macedo Estabelecimento: Estância do Gerivá - Bagé (RS) Ginete: Luiz Gustavo Rodrigues Ruas Média: 18,630 8º lugar Esteio JB de Palermo Criador: Otto Jaime Beckert Expositor: Alexandre Sandri e Dean Jaison Eccher Estabelecimento: Cabanha Potro Sem Dono e Cabanha Furna Crioula - Itajaí (SC) Ginete: Cláudio Mário Corrêa Rodrigues Média: 18,265 Fotos: Felipe Ulbrich/ABCCC/Divulgação Texto: Nestor Tipa Júnior e Alexandre Paz/AgroEffective

Classificatória Aberta ao Freio de Ouro revela seus selecionados para a final