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Impactação ou Compactação intestinal em Equinos

Data: sexta, 12 de abril de 2019 - Hora: 15:49

A prevenção sempre é o melhor caminho

A Impactação, ou compactação intestinal, como é conhecida nos meios equestres, se dá pelo ressecamento ou parada do transito alimentar em qualquer compartimento do trato gastrointestinal. Ocasionando a diminuição ou ausência da motilidade intestinal, alteração esta que causa distensão abdominal, dor e inquietação nos equinos.

Fatores responsáveis pelo processo de compactação

A utilização de fibras de baixa digestibilidade pode ser destacada como um fator essencial na causa de cólica. Esse alimento com baixa qualidade digestiva é encontrado em fenos com talos longos e muito grossos.

Comum em pastagens que passam do ponto de corte e são submetidos ao período de secagem além do necessário. A disponibilidade de água fresca e à vontade é essencial para o auxílio da motilidade intestinal evitando o ressecamento das fezes.

Problemas dentários atrapalham a mastigação e a quebra do alimento, aumentando o tempo de permanência dele no trato digestório, responsável pelo processo de digestão. Protocolos de vermifugação inadequados podem causar obstrução da luz intestinal em animais com intenso parasitismo.

Patogenia

A compactação ocorre pela baixa motilidade em razão a natureza alimentar e sua qualidade, promovendo um atraso na passagem dos alimentos pelo intestino. Outros fatores também estão ligados diretamente nas causas de compactação nos equinos. O acúmulo de material fecal ocorre gradativamente, até que a distensão cause dor.

Sinais

Os sinais da compactação são os mesmos tradicionais movimentos que deparamos no dia a dia das cólicas: pisoteios repetidos em direção ao solo, olhar para o flanco, escoiceamento no abdome, deita e rola em curto intervalo de tempo, sudorese e distensão abdominal. Neste momento o animal não apresenta apetite.

Diagnóstico

A anamnese é a base de tudo. Informações coletadas sobre o manejo nutricional podem esclarecer alguns pontos chaves que irão auxiliar o médico veterinário na prescrição e início do tratamento.

Entre outros, a palpação retal, auscultação em pontos intestinais, colheita e avaliação do liquido abdominal, esclarecem qual o grau de severidade do quadro, podendo instituir um tratamento clínico ou proceder o encaminhamento para o tratamento cirúrgico.

Exames complementares

O hematócrito e a proteína estarão elevados, proporcionalmente ao grau de desidratação.

Tratamento

Para alivio imediato e para proporcionar um conforto ao animal, o esvaziamento gástrico é necessário através de sondagem, uso de laxantes, analgésicos e eliminadores de gases. Importante manter o animal sempre na fluidoterapia, mantendo o equilíbrio hidroeletrolítico. Drogas antiendotoxêmicas auxiliam no combate a toxêmia oriunda pela morte de microorganismos encontrados na flora intestinal. Caso o tratamento clínico não demonstre resultado, o encaminhamento cirúrgico se faz necessário.

Prevenção

O manejo adequado em relação alimentação e o fornecimento de qualquer tipo de alimento diminui os quadros de alterações intestinais. Diminuição ou excesso de exercícios, excitação, quadros de estresse, parasitismo e intoxicações podem levar ao aparecimento da síndrome cólica. Portanto fatores como esses citados devem ser cuidadosamente controlados na propriedade.

Por: Evaldo Dias Rosa, MV
Fonte: Editora Passos
Foto: Hygain



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