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Esses são os principais sinais clínicos da Hemiplegia Laringeana em equinos

Data: segunda, 25 de fevereiro de 2019 - Hora: 17:23

A Hemiplegia Laringeana é caracterizada pela paresia ou paralisia da cartilagem aritenóide, causada por vezes por uma degeneração do nervo laríngeo recorrente, que ocasiona grande atrofia muscular da região.

Esta patologia, de modo geral, impede a abertura fisiológica das cartilagens e, portanto, dificulta a entrada e captação de oxigênio necessário ao animal. Seus principais sinais clínicos são ruídos inspiratórios, conhecidos como rouquidão, além de desconforto respiratório e queda do desempenho.

Para fechar o diagnóstico da doença, deve-se realizar exames complementares e principalmente a endoscopia. Esse exame permite a visualização desta falha no fechamento das cartilagens aritenóides.

Há diversos tipos de tratamentos disponíveis, mas as técnicas mais utilizadas consistem na laringoplastia, onde frequentemente é realizada a vetriculectomia ou ventriculordectomia como meio de associação.

Sabe-se que a evolução da espécie equina se deu de maneira gradativa e em consequência de sua grande aptidão ao trabalho, estes animais passaram a ter maior atenção por parte dos profissionais da área, principalmente no que se refere ao sistema respiratório.

Hemiplegia Laringeana
A capacidade respiratória dos equinos influencia diretamente no seu desempenho. `A medida em que são treinados, tais características relacionadas à performance tendem a melhorar, trazendo então melhores resultados competitivos a estes animais.

Todavia, como consequência desta evolução, certas doenças respiratórias foram tomando grande espaço na literatura, pelo fato de ter o poder em diminuir drasticamente o condicionamento atlético de equinos acometidos.

A laringe é caracterizada por um órgão tubular, presente na região cervical dos animais, que liga a faringe à traqueia. Algumas das funções básicas deste órgão são o impedimento da aspiração de alimentos que fatalmente seguiriam para a traqueia, regulação do volume de ar captado. E não menos importante, participa da vocalização do animal, já que as pregas vocais fazem parte de sua anatomia.

As causas da Hemiplegia Laringeana não são bem definidas e, constantemente, é considerada uma doença idiopática. Porém existem inúmeras hipóteses estudadas por especialistas: as possíveis causas envolvem, portanto, uma certa lesão a nível nervoso, resultando numa afuncionalidade do nervo laringeano.

Pode-se citar: injeção de substâncias irritantes, doenças primárias, como abcessos da bolsa gutural (empiema), micoses da bolsa gutural, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, intoxicações por organofosforados ou infecções variadas dos tipos virais e bacterianas do trato respiratório. Ou qualquer outra causa que leve à isquemia e consequente neuropatia.

Durante o exercício, entretanto, há piora da hipercapnia e da hipoxemia fisiológicas naturalmente encontradas. A resistência aumenta o trabalho da respiração e pode predispor ao desenvolvimento de fadiga muscular respiratória.

É comum na anamnese, reclamações sobre queda de performance de cavalos atletas. Isso se deve à sua má perfusão no que se refere à oxigênio, já que sua captação tem sido dificultada.

Além dos sinais clínicos, algumas vezes perceptíveis, pode-se realizar uma avaliação de hemogasometria, onde muito provavelmente encontraremos uma hipóxia, acidose e hipercapnia decorrentes da falha na troca de gases e baixa oxigenação.

O método mais eficiente e mais comumente utilizado para fechar diagnóstico, é a endoscopia laringeana, por ser um exame fácil e bastante confiável. Durante o exercício físico, o uso do endoscópio de fibra ótica e com luzes, também pode ser um grande aliado para diagnóstico definitivo.

O que o médico veterinário pode encontrar nos exames:

Grau I: Abdução e adução total e sincrônica das cartilagens aritenóides esquerda e direita; Grau II: Movimento assincrônico com hesitação, vibração paresia do adutor da aritenóide esquerda durante inspiração ou expiração, ou ambas, mas abdução completa induzida por deglutição ou oclusão nasal;

Grau III: Movimento assincrônico da aritenóide esquerda durante inspiração ou expiração, ou ambas, mas abdução completa não induzida e mantida por deglutição ou oclusão nasal;

Grau IV: Assimetria acentuada da laringe em repouso e ausência de movimento substancial da aritenóide esquerda.’

Os tratamentos cirúrgicos disponíveis para HL incluem laringoplastia, ventriculectomia, ventriculocordectomia, reinervação do musculo cricoaritenóide dorsal e ocasionalmente aritenóidectomia.

A técnica mais comum é a laringoplastia protéstica. Frequentemente vetriculectomia ou ventriculordectomia é realizada em conjunto com a laringoplastia ou reinervação da laringe, pois reduzem o ruído inspiratório. Sendo muito para cavalos de apresentação não corredores.

Por Nathalia Cardoso, Thais Petersen, Hélio Itapema
Fonte: Editora Passos/Cavalus
Foto: Cosas del Campo



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