Histórias de Vida

✔ Piguchén e o legado

Data: quarta, 24 de outubro de 2018 - Hora: 10:27

Piguchén e o legado de Samuel Parot G.

Estudando a um grande criador:
Entrevistado logo de ser Campeão de Chile, Samuel Parot disse em aquela oportunidade, abril de 1977:

"Desde 1961, data de fundação de meu criatório, a mais grande de todas e meu maior orgulho é poder dizer que Guariqueque e Desiderio são nascidos e criados em Piguchén.

Issso só compensa com cresces o sustentável esforço a través de tantos anos. Acredito ter acertado em meu afán e constante preocupação pela seleção de mães, guiado tanto pelo origem de suas sangues, como pela qualidade morfológica e aptitudes corraleiras.

Tres pontos cruciais, que nunca deixou de ter presente.

Os resultados os considero ótimos. Por exemplo, Desiderio, por Huinca e Belicosa, tem herdado as condições e qualidades de seus progenitores. Em seu tempo foram grandes figuras da meia lua.

Entre os melhores exemplares que tenho tido, posso mencionar a Belicosa, que nas mãos de seu proprietário, o prestigioso criador talquino Ángel Caballero, se distinguiu como extraordinária mãe.

Antes de passar ao meu poder tinha dado a esse grande reprodutor de hoje, Nunca em Domingo.

O melhor cavalo que estimo ter criado? Bom amigo, desgraçadamente ficou cego aos 10 anos.
Não poderei me esquecer do pai de Guariqueque, Guachipato. Um dos potros mais precoces destes ultimos tempos. Aos três anos chegou a ocupar o segundo lugar do Ranking Nacional. Minha inexperiência de aquele então o fez sofrer uma notável baixa, ao extremo de promover toda classe de comentários. O menos que chegou a se dizer dele, que não seria um cavalo vaquero.

Logrou se recuperar.
Com ele cheguei a me clasificar campeão de rodeios em 1966, o afastei dos corrales em 1968, e em 1969 foi Campeão de Chile.
Deu poucas crias mas todas elas de grandes condições.
Filhos seus são: Guariqueque, Doña Cote e Horquilla.

O vendi para reprodutor.

A mãe de Guariqueque, Clementina, foi de grande atuação corralera, campeã e classificada em diversas oportunidades. O mais destacado o Champion de éguas em Nacional e na final de rodeio UNCTAD III.

Aos 10 anos e estando em magnificas condições, decidi retirala de toda competência, destinando ela para a reprodução.

Por último me referiré a Pitagua, filha de Longaviana, por tanto irmã de um verdadeiro chefe de raça, Longaviano, base da selecta cavalhada de Santiago Urrutia B. Mais uma, vem da linea direta de Bayo León.

É uma das pouquisimas que provem de tão magnífico raçador.

Essa é a avó de Guariqueque!

Clementina N° 43825, por No me Toques e Pitagua deu em Piguchén a Guariqueque e Fabuloso em Guachipato; Ociosa, Perica e Que Chica em Ñipan; Raquelita e Testera em Guardián I; Solitario em Borracho.

Clementina na La Amanecida deu a Martingala em Morocho.

Os criatórios Paicavi e Peleco, optaram também nessa mesma época pela sangue de Longaviano-Quillacon, a través da aquisição das éguas Comaire Lola e Rastra, ambas por Quillacon II e Bufita; Cascada por Gamo-Longaviano por parte de Paicavi; e Raptorcita por Quillacon II e Raptora por Longaviano; e Quillacon IV por Barranco e Mentita II por parte de Peleco.

Os resultados de criatorios Piguchén e Peleco são ampliamente reconhecidos e estou seguro que voltar a reuir sangues destas famílias em um só criatório, se transformaria em um grande sucesso no futuro.

Me explico, netas de Clementina cruzadas com Peleco Ronaldo, Peleco Romario, Peleco Muñeco, Paicavi Primor, por exemplo, ou filhas desses potros seus pais Paicavi Requinto e Peleco Quillacon com potros de origem familiar com a Clementina por línea materna.
Exemplos atuais do proposto:

O potro tordilho e muito bom atualmente, Casas del Parque Firpo, filho de Requinto em Coqueta por Escándalo filho de Ociosa-Clementina, é um vivo exemplo do que eu afirmo. Igualmente a égua baia Peleco Ocurrencia filha de San José de Loa Refajo (Escándalo) e Paicavi Rision.

Estou seguro que se um criador atual faz este esquema, no futuro dará o que falar, sobre tudo porque existem exemplares destacadíssimos de ambas ramas. A distância na época de Pitagua, Comaire Lola, Rastra, Raptorcita até chegar ao Bayo León é quase a mesma dos cavalos atuais descendentes de elas, ou seja a mesma quantidade de gerações.

Recomendo esta alternativa a criadores pequenos ou que queiram começar, de poucas éguas, não mais de 4 para dessa manera dedicarse plenamente a suas crias, e dar desde o inicio o melhor a sua cria e educação, só assim se manifestam os verdadeiros gens e qualidades especiais, em uma massa de 40 ou mais éguas de cria e 40 ou 50 potrilhos essa observação fica totalmente minimizada ou anulada.

Lhe perguntei muitas vezes a don Ramón Cardemil M. a qual idade descobria ele um campeão e sua resposta foi sempre a mesma, "aos poucos meses de idade e ao pé da mãe", só observando seu comportamento e relação com o meio e os obstáculos que se lhe oferecem e como os resolve.

Logo vem a amansa e posterior "arreglo" da maneira chilena, que só tem sucesso se se segue "paso a paso", seu completo desenvolvimento, estando seu criador e propietario encima, sempre, para detectar bondades e vicios de seus exemplares que deve se melhorar com genética e maneixo, fim que se logra com poucos exemplares, se não "provamos e descartamos", assim de fácil, isso não é o que fizeram os grandes criadores, "observação e cuidado", não tem outra.

Assim o fizeram, Adolfo Luco, Estanislao Anguita, Edmundo Moller, Cesar Rozas, Rodolfo Bustos, Alberto Araya, Alberto Schwalm, Ramón Cardemil, Samuel Parot, Emilio Lafontaine.

E debo dizer que por minha experiência pessoal, as técnicas modernas extrangeiras se maneixo de um "cavalo em trabalho", de nada servem para o nosso, é infimamente superior o que os "arregladores" chilenos tem criado e desenhado na "equitação huasa", a través de 400 anos.

Esta maneira de enfocar a cria, tem feito do cavalo chileno, único no mundo. Cercanía e carinho a cada exemplar, o que herdamos dos ginetes berebere de faz 500 anos, criadores do Adiestramiento, Movimiento a la Rienda e Cria Cercania a cada exemplar hoje chamada Doma Racional, e o mais notável, sua preferência pelas mães. Nos oásis a cria deve ter sido muito pouco, o qual a seleção deve ter sido ótima.

"Um ventre é um cofre de ouro", afirmavam e assim ficou escrito, e confirmam os criadores mais para cima mencionados, que começaram e chegaram com dois a três éguas, nada mais.

Ainda dispondo de um chefe de raça, os filos das mães mais destacadas serão sucessores.

Por: Arturo Montory G.



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