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Colunistas

Artigos sobre o Agro Negócio

Podería ser um domingo qualquer.
Há algum tempo, os rodeios na Argentina têm uma parcela de incerteza que multiplica a ansiedade antes da final. Tudo começa na sexta-feira de manhã, com uma primeira série muito grande. Onde você vê mais erros e é mais aberto. Mas alguns já começam a se classificar como favoritos. A série de sábado tem um nível superlativo, parece que a taxa de erro foi reduzida a quase zero. De lá vêm as yuntas que faltam para completar os doze finalistas. Havia sete da primeira série e cinco da segunda série. Desta forma, a lista daqueles que serão finalistas está armada. Mas ambas séries afirmam suas vítimas, ex-campeões ou grandes yuntas estão fora. A prévia de um domingo que poderia (não é) ser qualquer um é uma mistura de adrenalina e ansiedade. Os amigos e familiares de cada uma das yuntas buscam localização no "verde" (dessa cor são as arquibancadas). Nas primeiras quatro vacas, as cartas são jogadas fora. Um panorama começa a surgir. Pierella-Nicolino confirma o favoritismo, assim como Duré-Sieber, que por falta de um tem dois yuntas em ótimo nível. Os irmãos Tronconi, que haviam vencido o último terço, confirmaram que não era um acaso. Os irmãos Skansi também afirmam que eles devem combatê-lo. Os favoritos na casa de apostas não decepcionam e querem escrever outro capítulo com La Loma como campeão. Embora alguns zeros os deixassem correndo de trás para as duas yuntas de Cara Cara Aña. Eles pareciam vir em um ritmo constante, mas o jugo das éguas escuras perdeu uma vaca. Com o qual estavam com a yunta da Invernada e Escaramuza, éguas muito dúcteis, além de vaqueiras e de morfologia muito bonita. Com o sistema atual, eles foram os últimos a correr. Os irmãos Tronconi já haviam corrido, cumprindo sua tarefa de uma maneira boa. La Loma também cumpriu em pegar suas duas vacas. Mas ele teve um importante partido para jogar a Luiggi e Claudio. A pesagem está certamente pesando essa responsabilidade. Mas eles tiraram o profissionalismo deles, eles fecharam a sorte que tinha sido elusiva para eles, e eles pegaram suas duas vacas e ganharam o Campeonato de Rodeios de 2018.Salud Campeões, eles ganharam em boa lei!

Podera ser um domingo qualquer.

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Francisco Moglia- Projetando o futuro
Desde que estava na barriga da mãe sentía o som dos cascos baterem no chão. Pronto nasceu e foi amor à primeira vista...não ficavam dúvidas que o Francisco Cachapuz Moglia seria o mais novo apaixonado do cavalo crioulo para a família da Cabanha Cala Bassa. Criou-se vendo o pai e o avô preparando e montando os cavalos e nem bem caminhava já queria montar...pois ele queria cair na lida, queria saber mais do principal assunto da família! Primeiro com a ajuda do pessoal de perto pra montar a cavalo, depois já não queria mas ajuda, ele queria fazer tudo "que nem ginete grande". O "Pancho", tinha bem decidido que o que ele queria era montar cavalos. Ainda mesmo com pouca idade o mais novo ginete, quer dizer "mini ginete", demonstrava um grande talento na hora de montar. Foi assim com esse talento que conquistou o pai e a família para participarem das provas de freio jovem para que ele demonstrasse seu talento não só em casa, se não também nas pistas. E não é que ele fez bonito? Na primeira vez conquistou o freio de prata com apenas 6 ano, e assim foi ficando costume as vitórias, quería ir por mais... Até chegar 2017! Ano muito especial, ano que fez derramar as lágrimas de toda a família, e fazer pensar que o futuro estava garantido. Num sábado de final de freio jovem, ele fez que todos os irmãos fossem pro pódio pra segurar tantos freios. O "Pancho" estava levando os três freios de ouro pra casa, ouro, prata e bronze. Sim! Assim mesmo. Simplesmente uma emoção que não cabe no peito, orgulho para toda a família, genética que se comprova, e um contínuo alimento de sonhos para o pequeno. Nesse momento, fiz ele pensar que todo esforço valeu a pena. Ele conversando com Cosas del Campo, nos disse que ele faz questão de limpar a cocheira, ensilhar, atar a cola, ver o freio e ainda organizar os tempos para cada cavalo. Motivo de orgulho para o pai, ao ver o pequeno nas rédeas da situação! E é aqui que vemos como nada está perdido. Como simplesmente devemos desde pequenos incentivar os sonhos dos nossos filhos, eles são o futuro, e o futuro já chegou! Ensinar pra eles, que a vida é feita das simples coisas como amor, sonhos, dedicação, foco e fé. Coisas que este pequeno tem bem claras... até porque fechando a matéria ele diz "pros guris que tão começando treinem bastante". Ele... que disse que faz questão de botar as éguas na cria pra pegar umas novas! Texto: Maria Eduarda Sanes Fotos de arquivo: Cabanha Cala Bassa

 Francisco Moglia- Projetando o futuro

Criadores

A paixão por criar

Intoxicação por milho contaminado afeta cavalos
O agente é o Fusarium moniliforme e a doença, Leucoencefalomalácia equina A Leucoencefalomalácia equina é uma doença degenerativa, esporádica e altamente fatal de cavalos, pôneis, asininos e muares. É um processo degenerativo do sistema nervoso central causado por alterações metabólicas que produzem malácia (amolecimento e liquefação) da massa branca do encéfalo. Outra forma de intoxicação é a doença hepática, onde se acredita que esses efeitos são mais facilmente reversíveis que na forma neurológica. A doença é causada pela micotoxina fumonisina B1 (FB1), um metabólito do Fusarium moniliforme. Os equídeos ficam acometidos pela ingestão do milho infectado pelo F. moniliforme, mas o problema também foi associado ao consumo de dietas comercialmente preparadas. As sementes infectadas frequentemente possuem coloração rósea a castanho-avermelhada e as sementes lesadas e parte do sabugo têm concentração muito maior de FB1 do que as sementes sem lesão. O desenvolvimento da doença depende da concentração da fumonisina no alimento e a duração da exposição. Apenas 10 ppm durante 30 dias podem causar a morte. A doença está relacionada principalmente às pobres condições de estocagem do milho ou da ração dada ao animal. A presença do fungo não significa que ocorrerá a doença, do mesmo modo que a ausência deste não é uma garantia de que o milho está livre da toxina. Geralmente a doença é sazonal, com a maioria dos casos ocorrendo desde o final de outono até o começo da primavera. É mais frequente em climas temperados e úmidos depois de verão seco e estação de colheita úmida. As lesões macroscópicas típicas da Leucoencefalomalácia incluem necrose e degeneração liquefativa dos hemisférios cerebrais, mas alterações degenerativas também podem ocorrer no tronco cerebral, no cerebelo e na medula espinhal. As áreas necróticas podem variar de tamanho, e as regiões adjacentes à necrose são quase sempre edematosas e rarefeitas. Estas lesões caracterizam-se por congestão das meninges e aumento de volume de um dos hemisférios cerebrais que apresenta consistência flutuante e achatamento das circunvoluções. Ao corte transversal do encéfalo observam-se, na substância branca subcortical, áreas de necrose liquefativa caracterizadas por coloração amarelada e focos hemorrágicos. Frequentemente observa-se também, cavidades com conteúdo líquido ou pastoso. As lesões são geralmente unilaterais, mas alguns animais podem apresentar alterações bilaterais. As lesões macroscópicas são mais bem observadas após a fixação do sistema nervoso central em formol 10% a 25%, mas as lesões liquefativas são facilmente observadas também no cérebro fresco. As lesões hepáticas macroscópicas nos equinos acometidos geralmente não são pronunciadas. O fígado pode ficar ligeiramente tumefado, com coloração amarelo-acastanhada e contendo focos irregulares de nódulos disseminados por todo parênquima. O fígado pode apresentar-se de tamanho normal até pequeno e firme. As lesões histológicas caracterizam-se por necrose da substância branca, com microcavitações, edema, congestão, hemorragias e presença de neutrófilos, e em algumas ocasiões, eosinófilos. Lesões vasculares e degenerativas podem ser encontradas em diversas áreas do sistema nervoso central, incluindo cápsula interna, tálamo, tubérculos quadrigêmios e medula. Nas meninges pode observar-se edema, hemorragias e infiltração de neutrófilos, eosinófilos ou células linfocitárias. As anormalidades histológicas encontradas no fígado podem incluir necrose e fibrose centrolobular, infiltração gordurosa dos hepatócitos, fibrose na veia porta, estase biliar e proliferação dos ductos biliares. Duas síndromes clínicas estão associadas à intoxicação por FB1. A mais comum é a síndrome neurotóxica clássica, mas também ocorre hepatotoxicidade em alguns equinos. Os animais mais velhos podem ser mais suscetíveis do que os mais jovens e os sinais clínicos se tornam evidentes aproximadamente três a quatro semanas após a ingestão diária do alimento contaminado. Uma vez que os animais mostram os sinais neurológicos, a morte ocorre geralmente dentro de 48 a 72 horas. A síndrome neurológica caracteriza-se inicialmente por incoordenação, caminhar sem rumo, anorexia intermitente, letargia, depressão e pressionar a cabeça contra superfícies. Os animais também podem apresentar ptose auricular, palpebral, labial e dificuldade de apreensão dos alimentos. Pode haver cegueira uni ou bilateral. Esses sinais podem ser seguidos por hiperexcitabilidade, beligerância, agitação extrema, sudorese profusa e delírio. Podem ocorrer decúbito e convulsões clônico-tetânicas antes da morte. A recuperação de episódios agudos foi relatada, mas alguns equinos conservam déficits neurológicos. Raramente ocorre a recuperação espontânea ou após o tratamento. Um cavalo recuperado é comparado como um manequim, devido à sua perda de inteligência. Os sinais clínicos associados à síndrome hepatotóxica são tumefação dos lábios e nariz, sonolência, icterícia e petéquias nas mucosas, respiração abdominal e cianose. Os sinais aparecem frequentemente de forma aguda, e a morte pode ocorrer dentro de horas a dias. O diagnóstico etiológico constitui uma ferramenta importante para a prevenção desta intoxicação. Este é efetuado com base no exame neurológico, presença do milho mofado na dieta e alterações anatomo-patológicas do sistema nervoso. O diagnóstico definitivo é realizado através da necropsia do animal. Deve-se realizar o diagnóstico diferencial contra raiva, encefalomielite equina, mieloencefalopatia por herpes-vírus equino, botulismo, hepatoencefalopatia, trauma cefálico, meningoencefalite bacteriana e paralisia por carrapato. Dentre as doenças tóxicas deve-se considerar o diferencial de intoxicação por Centaurea solstitialis, que é uma enfermidade de curso crônico, e com a intoxicação por Senecio spp, que tem um curso clínico de1 a 6 dias ou mais. O tratamento é em grande parte de suporte, já que não existe antídoto para FB1. Os equinos devem ser sedados para minimizar traumatismos auto-infligidos e aos seus tratadores. Manitol e DMSO podem ser administrados para ajudar na resolução do edema cerebral. Em casos de delírios, a sedação se faz necessária. Carvão ativado e laxantes podem ajudar na eliminação da toxina. É indicado aplicações de vitamina B1 na dose de 1g ao dia, por vários dias. O tratamento de suporte da disfunção hepática deve ser iniciado se houver evidência de lesão hepática, e alguns equinos podem precisar de alimentação e ingestão hídrica forçadas se forem incapazes de comer e beber. O milho mofado deve ser imediatamente eliminado da alimentação, devendo-se também evitar que restos de rações permaneçam no fundo do cocho onde serão misturados à ração no dia seguinte. É importante ter cuidados especiais com o armazenamento dos grãos e fornecer forrageiras de boa qualidade, sempre que possível. Na utilização do milho como ingrediente das rações deve-se observar a eficiência da produção deste alimento, além de submeter o material a testes para detecção de fumonisinas. No caso de optar-se pela alimentação com milho, é importante que esse grão não seja utilizado como única fonte de alimento concentrado, devendo ser misturado a outros grãos em porcentagens inferiores a 20%. O mal armazenamento do milho e rações comerciais, associado a colheita em épocas úmidas, são os principais responsáveis pela intoxicação pelo Fusarium moniliforme. Portanto, é de extrema importância o controle destes fatores, já que a Leucoencefalomalácia equina é uma doença de distribuição mundial com alta mortalidade. Fonte: Tamarini Arlas - Ourofino Saúde Animal Foto: Cosas del Campo

Intoxicao por milho contaminado afeta cavalos