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Notícias do Campo

Manutenção de Cascos Saudáveis
As analises das rações devem incluir durante o Verão os minerais essenciais. No Verão deve-se baixar o nível de carbohidratos na ração a não ser que o trabalho seja intenso e mesmo assim deve-se substituir parte dos cereais por óleos gordos, o que é importante para que os cascos se mantenham saudáveis. As analises das rações devem incluir durante o Verão os minerais essenciais (cálcio, fósforo, magnésio, potássio, ferro manganésio, cobre e zinco) e deve-se suplementar qualquer carência, especialmente se esta for em magnésio. A Biotina é uma vitamina essencial para um crescimento saudável dos cascos, necessitando os cavalos de 3mg de biotina por cada 100kg do peso o que totaliza 15mg/dia para um cavalo de 500kg. A suplementação deve ser feita durante um período de 6 a 12 meses. Há outros nutrientes importantes que devem ser pesquisados tais como a metionina, iodo, ácidos gordos e vitamina A. Verifique se não está a fornecer suplementos a mais ao cavalo quando adiciona suplementos à ração pois esta já contem alguns. Em certos casos justifica-se uma consulta a um médico veterinário ou nutricionista para confirmar que o total de suplementos fornecidos está dentro dos parâmetros normais. Confira os níveis de proteína, que devem ser de 11% para cavalos em trabalho leve e com algum sangue e até 12 ou 13% para cavalos em trabalho médio ou mais pesado. Evite a inclusão de melaço pois hoje em dias usam-se óleos para aglutinar os produtos secos em substituição da utilização de melaço. Todos estes cuidados fazem com que os cascos se mantenham fortes e saudáveis e dão mais protecção contra laminites (aguamentos) especialmente se forem combinados com outro tipo de medidas. Fonte: equisport.pt/Dr. Carlos Rosa Santos

Manuteno de Cascos Saudveis

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

O sentimento de ser ginete...
Começou domando um petiço da estancia e andar a cavalo aos dois anos. Criado na campanha, hoje é um homem que entende da lida campeira. Além de ter alguns freios nas prateleiras ... Ele é Claudio Fagundes, nacido em Uruguaiana e atualmente casado com Andresa Fagundes com quem tem uma filha; o orgulho deles, a Bruna de onze anos. A família do Claudio sempre foi da lida do campo, das antigas estâncias. Foi aí, nessas lidas que com dez anos domando um petiço, despertou um sentimento que ele ainda não conhecia. O sentimento podemos dizer hoje, de ser ginete. Um sentimento que só cresceu conforme passaram os anos, e foi acompanhado de sonhos, objetivos e metas. Com 16 anos começa a maior responsabilidade dele, que é tocar uma cabanha sozinho. Lugar onde permaneceu 21 anos; a Cabanha Itao. É nesta cabanha e que Claudio diz que tudo começou, lá ele iniciou sua vida como ginete profissional no ano 1997 e se abriram grandes portas a grandes conquistas. Na trajetória que viveu na cabanha realmente foi muito boa e aproveitável pois lá montou bons cavalos, cavalos que contribuíram a fazer seu nome como ginete do Freio de Ouro. Nome que ele se orgulha tanto de levar, pois ele já conquistou freio de ouro e prata no mesmo ano! És o único ginete a ter esse título.(Infância do Itao Freio de Ouro e Jura de Itao Freio de Prata) Continuando... Decisões tem que ser tomadas, mas na hora certa. A decisão do Claudio, foi continuar sua trajetória como profissional sozinho. O ginete queria montar seu próprio centro de treinamento. Com o amor e companhia de esposa e filha, tudo foi possível. A decisão foi tomada, e um novo caminho começou. Caminho que começou muito bem, pois já no começo neste ano ele foi Bocal de Ouro em abril, e Freio de Prata nos machos com La Castelhana Espelndor. Freio que a gente tinha interesse em saber como foi a emoção de tê-lo ganhado. Claudio diz que foi um momento muito emocionante, e que claro, tinha a ferramenta pra consegui-lo. Segundo ele, o cavalo tinha a vontade de dar o melhor de si, e ir em busca de algum lugar no pódio. Um cavalo extremamente sadio e com habilidade para fazer o que o ginete pedisse. Os dois estavam com vontade de fazer o melhor, confiando no trabalho feito em casa o pai do ceu os ajudou, a conquista veio. Conquistas que o Claudio só tem a dizer... "Pode ser mais hoje ou mais amanhã, mais elas vem" Por aquí fica uma história de superação, de superação de saber que as coisas elas chegam quando fazemos com dedicação, fe, e gosto. Sem pressa, confiando que a hora certa e o velho la de cima que sabe.. Texto: Maria Eduarda Sanes

O sentimento  de ser ginete...

Criadores

A paixão por criar

Importância da alimentação de éguas receptoras
A espécie equina foi considerada durante muito tempo como a de menor fertilidade entre as espécies domésticas Algo que foi atribuído às características de seleção e problemas relacionados ao manejo reprodutivo. O avanço de novas biotecnologias possibilitou o crescimento e aprimoramento das raças e cruzamentos. A transferência de embrião, sem dúvida, foi a biotecnologia que mais favoreceu a equideocultura mundial. Esta técnica permite a obtenção de potros oriundos de fêmeas com dificuldade em manter a gestação até o fim; obtenção de potros de éguas ainda em campanha atlética; produção de mais de um animal por ano da mesma matriz; produção de potros de éguas jovens; comercialização de óvulos e embriões; dentre outras vantagens. Na década de 70 foi registrado no Japão o primeiro relato de transferência de embrião em equinos. Já no Brasil foi descrita por Fleury et al. em 1987. Atualmente é uma técnica bem difundida e utilizada em larga escala pelos criatórios. Importante ressaltar que, o uso de qualquer biotecnologia deve ser autorizado previamente pela associação da respectiva raça. Algumas associações não permitem o uso desta técnica, tal como, a Associação do Cavalo Puro Sangue Inglês, que só permite a monta natural. Com o uso da transferência de embrião, éguas de baixo valor zootécnico começaram a ser usadas como receptoras. No entanto, muitos criatórios não se preocupam com a triagem das receptoras, o que pode afetar o sucesso do programa de transferência de embrião. Critérios de seleção incluem escore corporal ideal; boa índole; habilidade materna; idade entre 3 a 10 anos; bom desenvolvimento mamário; ciclos estrais normais e éguas isentas de anomalias ovarianas e uterinas. Alguns estudiosos recomendam que, o tamanho da receptora deva ser próximo ao da doadora, pois o tamanho do complexo útero-placenta influência diretamente na altura e peso ao nascimento. Os estudos são controversos, pois muitos criadores usam éguas de raças grandes, como as bretãs, a fim de obterem potros maiores ao nascimento. Alguns estudiosos ressaltam que esta técnica pode ser prejudicial ao potro, pois pode ocasionar algumas afecções ao neonato. É importante lembrar que: a receptora de embriões é uma égua de menor valor zootécnico e baixo custo financeiro, porém levará em seu ventre um embrião valioso, portanto deve ser tratada adequadamente, conforme sua exigência nutricional. O crescimento fetal e o desenvolvimento do potro dependem do metabolismo, nutrição e o equilíbrio hormonal no ambiente intrauterino. Estes são responsáveis pelo suporte nutritivo, metabólico e endócrino do feto. A exigência alimentar da égua deve ser respeitada, desde o início da gestação, para que haja um correto suprimento do feto através da placenta materna. Alguns estudos citam que a má difusão de nutrientes entre a circulação materna e fetal pode ter influência até a vida adulta do animal. Alguns proprietários priorizam a nutrição da doadora (se não estiver em atividade atlética pode ser considerada um animal em manutenção e ignoram a alimentação da receptora). Uma das principais causas da infertilidade é ocasionada pelo desequilíbrio nutricional. A regulagem do sistema hormonal e o bom funcionamento do sistema reprodutivo estão diretamente relacionados ao equilíbrio nutricional. A má nutrição da receptora pode ocasionar em abortos, complicações infecciosas que comprometem a fertilidade, nascimentos prematuros ou potros dismaturos mais susceptíveis a natimortalidade. O cuidado com a nutrição da receptora deve começar antes mesmo da concepção. A alimentação adequada permite a regularização do cio ou uma melhor resposta à terapia hormonal, fator preponderante em um programa de transferência de embrião. A dieta deve ser equilibrada contendo a quantidade adequada de proteína, energia, vitaminas e minerais. É importante lembrar que o tempo de gestação da égua é de cerca de 330 dias, podendo variar em aproximadamente 15 dias, ou de acordo com a raça do animal. Feita a implantação do embrião e confirmada a prenhez da receptora, a exigência nutricional deve ser respeitada para um bom desenvolvimento do potro. Para fornecermos uma alimentação, que atenda às exigências nutricionais da reprodutora, primeiramente, deve-se dividir a gestação em duas fases: até o oitavo mês de gestação - onde o requerimento é semelhante ao de um animal em manutenção - é preciso que ofereça ao animal volumoso de boa qualidade, água fresca, mineralização adequada e um concentrado com 12% de proteína bruta, para que sejam supridas as necessidades neste período. Nesta fase ocorre o crescimento de 30% do feto, ou seja, se o potro nascer com 50 kg, até o oitavo mês de gestação este pesará 15 kg, sendo pouco representativo em termos nutricionais para a mãe. Apesar do ganho de peso do feto ser pouco representativo para a mãe, esta não deve apresentar escore corporal abaixo do ideal, pois nas primeiras semanas de vida começam o desenvolvimento dos sistemas do corpo. Já do nono ao décimo primeiro mês de gestação há um crescimento de 70% do tamanho do feto. Nesta fase a égua deve ganhar uma reserva corporal, para que no início da lactação não ocorra perda de peso em excesso, o que prejudica a lactação. É importante o fornecimento de um concentrado, que contenha 15% de proteína bruta e extrato etéreo entre 2 a 5%, volumoso e mineralização adequada. Durante todo período de gestação, a égua deverá ganhar entre 13 a 18% de seu peso para apresentar um escore corporal ideal quando entrar no período de lactação. Nesta fase é necessária manter uma dieta balanceada para que a produção e composição do leite atendam às necessidades do potro neonato. Do nascimento do potro até o 10º dia após o parto, o leite da égua ainda é considerado o colostro, devido à alta concentração de imunoglobulinas, albuminas e outros nutrientes, que o caracterizam como colostro. Quanto à produção e à composição do leite, estas são influenciadas por diversos fatores: dieta, idade, parto, peso vivo, condições ambientais e estágio da lactação. Em geral, os potros são desmamados com seis meses, o que não deve ser uma regra dentro dos haras. Em algumas situações, tais como: quando potro é muito grande; a mãe apresenta escore corporal abaixo do ideal; para maior controle da dieta dos potros (o que se faz necessário em animais com epifisite), nestas situações o desmame pode ser feito precocemente, desde que orientado por profissional especializado. Ao considerar uma lactação de seis meses, esta deve ser dividida em duas fases: início da lactação (primeiro ao terceiro mês) e segunda fase (terceiro ao sexto mês). Na primeira etapa há um aumento considerável dos aportes alimentares, sendo de extrema importância a suplementação com concentrado, contendo no mínimo 15% de proteína bruta e energia alta, já que uma égua produz entre 15 a 32 litros de leite ao dia. Esta variação está diretamente relacionada com a raça da fêmea. Na segunda fase da lactação as exigências nutricionais da égua diminuem drasticamente, pois o potro já está se alimentando de volumoso, ou, o ideal, é que já esteja adaptado à uma ração específica para sua categoria. Nesta etapa há também uma diminuição dos nutrientes do leite e, por esta razão, o desmame do potro pode ser feito a partir dos quatro meses sem prejudicar o seu desenvolvimento. Além do correto manejo nutricional, a égua deve ser colocada no piquete em que irá parir 45 dias antes do parto para produzir anticorpos contra os agentes presentes neste local. É de extrema importância o controle sanitário, através da vermifugação e vacinação instituída por um médico veterinário. O cuidado com a nutrição e sanidade da receptora garante o correto desenvolvimento do potro e possibilita que este demonstre sua aptidão e potencial quando adulto. Fonte: Natália Telles Schmidt Médica veterinária e supervisora técnica de equinos da Guabi Foto: Nbcphiladelphia

Importncia da alimentao de guas receptoras