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Criadores

A paixão por criar

"Produzindo genética" Estancia Río Negro
A responsabilidade de produzir genética. Cosas del Campo desta vez queria saber como funcionava por dentro um criatório que tivesse resultados comprovados, porém a gente já tinha feito a historia de vida deste criador, só que agora queríamos saber a realidade da Estancia Rio Negro Fomos atrás de Gustavo, o criador dos Bradford . Desta vez, a gente queria saber a visão dele como criador e todo o que implica ser um. Para começar, como não podia ser diferente, ele recalcou: "Qualquer coisa, ou rumo que a gente tomar nesta vida, a gente tem que fazer bem feito, fazer com amor", assim que ele resumiu seu trabalho, nestas palavras. Formado em veterinária, e por escolha pecuarista, ele queria, sonhava com produzir grandes campeões. Para isso acontecer, ele não poderia apenas multiplicar a raça, se não que deveria de PRODUZIR GENETICA. E é ai, que começa a grande diferença deste trabalho. O Gustavo todos os anos se esforça por somar resultados, resultados que tem um trabalho detrás muito minucioso, muito dedicado. Pois ele acredita, que é a única maneira de PRODUZIR GENÉTICA. Pra isso acontecer, passaram muitos anos, sendo mais precisos onze anos, até o Gustavo conseguir ter um rebanho parelho, que fosse solido e padronizado. O que ele considera fundamental para que a produção seja boa. Ele nos comenta, que hoje em dia a tecnologia no agronegócio é muito importante, pois soma muito a que os resultados aconteçam. Então ele foi atrás e começou a fazer transferência de embrião no seu rebanho. Uma aposta que tem dado muito certo, uma aposta que não falhou, porém neste ano é a quinta geração de transferência de embrião, que começou no ano 2012, e que ajudou a que acontecesse o que antes comentávamos; ter um rebanho parelho em qualidade. Hoje em dia são dez vacas doadoras, acasaladas por transferência com um mesmo touro varias vezes. Touros que o Gustavo estuda muito bem antes de fazer dito acasalamento. Acasalamentos que são feitos exclusivamente na temporada de monta, pois o criador faz questão de respeitar esta questão. A cada ano que passa se buscam obter melhores índices, índices de peso ao sobre ano, conformação de carcaça, peso ao desmame, habilidade materna, e índices produtivos de importância econômica. Ele considera estes pontos são FUNDAMENTAIS, e sem o melhoramento destes ano a ano, não se estaria produzindo genética. Graças a Deus, o Gustavo vem cumprindo com todas suas metas como criador. Ano a ano se melhoram os índices, se tem um rebanho mais parelho. Os resultados estão à vista... Um dos touros da Rio Negro, o 2055 campeão da prova de Avaliação a Campo está na CRV Lagoa, em Uberaba Minas Gerais, o que é motivo de muito orgulho pro Gustavo e seu parceiro Cabanha Mussolini, porém este ano sobe do Rio Grande do Sul para o Norte, outro touro da Rio Negro. O Gustavo nos comenta que o animal perfeito não existe, mas que ainda assim ele tenta de se aproximar ao máximo ao que seria um. Sempre apostando na genética é que este ano o rebanho da Rio Negro terá uma nova aposta, uma genética que o criador estava em busca faz tempo. O touro líder do ranking touros pais: Montreal (não existente) chega este ano com grandes expectativas a somar na geração que vem a través de inseminação. Mas toda essa quantidade de genética, não pode ficar só em casa, por isso e que o Gustavo decidiu abrir e vender fazendo um remate anual que acontece no mês de outubro, e já faz cinco anos que acontece, obtendo resultados surpreendentes. "Eu quero que quem venha em busca de um produto da Rio Negro, seja pro que for, colme as expectativas do comprador", diz Gustavo. E por falar nele, pra fechar esta matéria, a gente pediu um conselho pra aqueles que estão começando na raça, que querem um dia produzir, e ele nos falou... "Planejamento, assessoramento, que faça da melhor maneira possível, e que sobre todas as coisas, faça com muito amor...". Texto: María Eduarda Sanes

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Não me imagino um dia sem montar meus cavalos...
Ela agradece todos os dias por fazer o que gosta, não imagina um dia sem montar nos seus cavalos... Ué? Como assim? Ela? Sim, ela faz volta sobre as patas, pecha, esbarra, doma, e tudo o que tiver direito dentro dos cavalos, ela faz. Ela é a ginete “ouro” da nossa série, pois ela vai nos demonstrar como não precisa ser homem para estar nesse mundo, vai nos demonstrar que quando a gente quer alguma coisa, não devemos escutar os de fora, e sim o que diz nosso coração. Ela é Soledad Ferreira, a uruguaia que foi finalista do Freio de Ouro várias vezes. A gente foi falar com ela, para descobrir mais essa história. Ainda na faculdade e perto da formatura, ela começou a perceber que agronomia não era o que queria fazer pelo resto da vida. O coração dela batia mais forte, e nesse sinal, estavam os cavalos. Soledad queria era compartilhar, se dedicar, ao mundo dos cavalos. No começo tudo muito estranho, pois era uma loucura pensar que uma mulher iria se dedicar a tal tarefa. Mais nada a impediu, ela foi atrás do que queria, ela seguiu seu melhor amigo: o instinto. Com a faculdade de por meio, ela começou a ler livros americanos sobre montaria. Seguiu por montar, provando, mexendo daqui mexendo de lá, observando a quem já se dedicava, mas sempre procurando aprender sem importar como ou o que custasse. Chegaram os cursos, os que aperfeiçoaram a técnica, e ajudaram deram impulso a começar sua vida como ginete. Quando ela quis ver, estava dentro das pistas, estava concretizando um sonho que parecia impossível. No começo claro, tudo muito simples, tudo muito por provar por saber como era. Mas o que era por provar, se transformou em profissão, se transformou em confiança de criadores depositada em Soledad para fazer brilhar animais de quatro patas em pista. E assim foi, que com muita assessoria, e com muito amor sobre todas as coisas pelo que se faz, Soledad começa a estrear nas pistas fazendo acontecer, começa um caminho longo, mas que com certeza estaria cheio de vitórias, estaria cheio de realizações. Assim como um sonho, depois de vários anos e de muito aprendizado, a Soledad fazia historia para o Uruguai, ela ia participar do Freio de Ouro, ela era finalista. Falando com Cosas del Campo, ela conta para nós que foi algo inexplicável, pois ela nunca imaginou que chegasse lá. Para ela montar cavalos era sua paixão, não imaginava que tomasse essa dimensão. Para a surpresa dela, foram varias vezes que ela chegou no Freio de Ouro, cada uma com seu encanto, cada uma com seu aprendizado, cada uma com uma emoção diferente. Mas também, com muito compromisso pelo que estava fazendo. Mas a vez que chegou no domingo do Freio, essa ela confessa que foi das mais especiais de todas. Ela se beliscava para ver se era verdade. "Foi um antes, e um depois", confessa. Anedotas lindas ficam de momentos compartilhados, e sobre todas as coisas, fica a vontade de voltar, a vontade de ir por mais. Olhando para trás, e de olho no futuro, ela confessa que o único que faltaria pra ela, é ganhar o Freio de Ouro. Seria o premio máximo, a realização da sua vida. Porém também nos diz que enquanto ela tiver vida e saúde para fazer, ela vai ir atrás, vai ir em busca do que ela quer como fez um dia lá nos inicios. Hoje, em 2017, ela só agradece por tudo o que conquistou, ela agradece por acordar todos os dias e montar bons cavalos, agradece que o primeiro som que ela escuta nas manhas, e o dos relinchos dos cavalos. Ainda para ela, parece mentira, parece um "conto de fadas". Pedimos a Soledad um conselho para tantas meninas que andam por ai com muito talento, mas que por medo não vão atrás do que querem. Ela nos responde... "Se eu fiz, qualquer uma que tiver a vontade, o foco, e o gosto, faz!" Texto: Maria Eduarda Sanes Fotos arquivos : Soledad Ferreira

 No me imagino um dia sem montar meus cavalos...