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Notícias do Campo

Doma de Ouro tem crescimento no número de participantes
Em Esteio, ABCCC promove final de ciclo além de Exposição de Castrados e Prévia Morfológica No próximo final de semana, o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), recebe uma série de eventos da raça Crioula. Organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a final do Doma de Ouro chega a sua terceira edição, onde os domadores vão colocar suas habilidades em teste nas grandes finais da raça Crioula. Além disso, ocorre também a disputa de Um Ano de Freio quando estão aptos a concorrer todos os conjuntos que disputaram e completaram a etapa do Redomão no ano anterior. Conforme o coordenador da Subcomissão do Doma de Ouro da ABCCC, Júlio César Hax, a expectativa para a final do Doma de Ouro é muito boa, pois este ano a previsão é de que esta será uma prova bem maior que a do ano passado. "Tendo em vista que dobramos a premiação, tanto para os 21 dias como para um ano de Freio, as inscrições já superaram as do ano passado. Então acredito que será um grande evento", revela. Além do Doma de Ouro, a programação da raça Crioula no Parque de Exposições Assis Brasil também contará com a Prévia Morfológica para a Expointer, onde serão selecionados os últimos exemplares para a Nacional da Morfologia. Também será realizada a segunda edição da Exposição de Castrados, que iniciou no ano passado com grande sucesso. Confira a programação 19 de julho de 2018 (quinta-feira) 8h Início da Final do Doma de Ouro 2018 13h 30min Continuação da Final da Doma de Ouro 2018 15h 30min Início Um Ano de Freio 18h Início do Exame de Admissão: Prévia Morfológica Expointer 20h Término do Exame de Admissão: Prévia Morfológica Expointer 20 de julho de 2018 (sexta-feira) 8h Início do Julgamento: Prévia Morfológica Expointer 13h 30min Continuação do Julgamento: Prévia Morfológica Expointer 21h Leilão Santa Fé, Marconi, Aliança e Convidados 21 de julho de 2018 (sábado) 8h Fase Final da Final do Doma de Ouro 2018 e Um Ano de Freio 13h 30min Exposição de Castrados 16h Divulgação dos Aprovados: Prévia Morfológica Expointer Foto: Fagner Almeida/ABCCC/Divulgação Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Doma de Ouro tem crescimento no nmero de participantes

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Um caminho de humildade e fé.
Primeiro Freio de Ouro, no ano 1982, estreavam ali cavalos diferentes e junto com eles ginetes diferentes. Ginetes que seriam motivo de inspiração para muitos com o passar do tempo. Assim é o caso do menino Zeca, que quando o pai ia para as provas, ele ficava só na expectativa em casa, fazendo suas provas também com cavalos de brinquedo, e ginetes improvisados, mas que levavam o nome dos ginetes campeões, pois ele apaixonado pelas provas. José Fonseca Macedo, tem 37 anos, e é ginete Freio de Ouro a vários anos, mas até isso acontecer, muitas passaram no meio, o bom é revivei-las para lembrar que cada passo foi importante. Com 2 anos, e apenas dando alguns passos sozinho, o moço já fazia questão de comandar as rédeas. E assim foi, daí ninguém tirou ele, e daí surgiu sua grande paixão: montar, treinar, domar cavalos. No ano 1985, com 6 anos, ele decide partir pra as pistas no “moro velho”, cavalo “das confiança” do pequeno, cavalo que termina morrendo com 34 anos. Mas... confiança e segurança, era o que é precisava para seguir no caminho que estava escolhendo, mais por isso não era motivo para se preocupar, isso o piá já tinha de sobra. Os primeiros ídolos do menino, eram os ginetes da época, pois ele olhava e admirava muito eles quando o pai participava da Parte Campeira do Freio de Ouro, quem anos depois, preside a Comissão de Provas Funcionais, e daí tanta ligação com honrosa prova. O relógio seguiu correndo, os dias passando, e junto com eles a garra para participar de provas. Com 13 anos e que decide participar da primeira credenciadora em Arroio Grande, na qual ficou em segundo lugar, compartindo a última corrida de vaca com o ginete que até o acompanha nas pistas, o Milton Castro. Mas foi isso que aconteceu, foi a participação, pois ele não conseguiu passar dessa etapa, e essa mesma história se repete alguma que outra vez. Até que aparece uma grande ajuda na sua profissional, botando agora um fator fundamental na hora de treinar: a técnica. Jango Salgado chegava na vida de Zeca a través de um curso com um grande cometido: ensina-lo para fazê-lo brilhar. Vários cursos, vários estágios, vários cavalos, até chegar a hora de brilhar sozinho. 2000... Agosto se aproximava, e essa vez, nada de ficar em casa, dessa vez era hora de disputar a final do Freio de Ouro, momento ansiado pelo ginete, pois é uma coisa muito difícil de conseguir. 2004... hoje o “pior” lugar que ficou no Freio, o ginete, que depois de tanto treinamento, dedicação, foco e trabalho, se consagrava Freio de Bronze. 2006... um ano que tal vez o Zeca, sonhava desde pequeno, um ano que sabia que algum dia ele ia tingir, que não esforços para logra-lo, sim, num agosto de 2006, o ginete se consagrava Freio de OURO. O primeiro de quatro que ele tem hoje, além de 3 pratas, e dois bronzes. Motivo que o ginete só olha pra cima e agradece, motivo que hoje só enche o peito de orgulho. A peleia não foi fácil, mas ele acreditava nela, acreditava que chegaria, acreditava em cada vez que entrava numa mangueira cheia de gente e tirava o chapéu pra fazer o sinal da cruz, e pedir a Deus que o acompanhasse uma vez mais. Hoje ele olha pra trás, e se dá conta que nada disso ele teria logrado sem o apoio e incentivo de muita gente, principalmente da família, que é o principal incentivo. O pai sempre fez questão de incentivá-lo, junto com o avó. Hoje ele tenta fazer o mesmo com os filhos, que quando faz isso ele sente um laço diferente ali, pois eles gostam daquilo que o pai transmite. Ganhar o Freio de Ouro, envolve um montão de coisas para Zeca, pois ele conversando com nós, nos diz que tem um fator fundamental nisto: amor pelo trabalho. E é o que não falta nele, ele todos os dias agradece por trabalhar com isto, agradece por todas as oportunidades que a vida lhe deu. Agosto chegou novamente, e os pingos estão esperando ser carregados para as cocheiras de Esteio, estão esperando a vibração de mangueira e da arquibancada, estão esperando uma carícia do ginete. Os filhos, estão esperando para torcer e se encher de orgulho... Os donos dos animais, estão esperando ver os resultados daquele trabalho, daquele confiança depositada... E ele? O que está esperando? Que espera Zeca? Zeca espera que o coração aguente um agosto mais, um final de semana mais, espera que Deus o ajude a enfrentar cada obstáculo que esse final de semana tem, para ir em busca de resultados, de um ouro, de um prata, de um bronze, ou simplesmente de uma caricia ao coração de saber que está no caminho certo... Texto: María Eduarda Sanes. Foto arquivo Zeca Macedo.

Um caminho de humildade e f.

Atravessando Fronteiras

Colunas Internacionais

Construindo um sonho.
Tenho visto em Palermo muitos momentos de tensão, pero acho que este foi épico. Esos silêncios que são abrumadores, a tensão que se respira e os segundos nos quais parece que as agulhas do relógio se dobram e não avanzam. O Palermo do ano anterior tinha se consagrado Charque Leopardo, Grande Campeão Macho da mostra. Voltava esse inverno de 2010 para a carga de se tratar coronarse Bi Grande Campeão... Mas nesse dia o destino o cruzou com um garanhão dos mais belos que já foi visto, Maneador Carnavalito. Eu raramente vi um resultado semelhante. Ainda me lembro da explicação do jurado, onde detalhes infimos prevaleceram, para coroar o Grande Campeão Macho Maneador Carnavalito sobre Charque Leopardo. Raúl, seu proprietário e criador, diz que esta história não começou com o nascimento do potro. Mas remonta ao ano de 1990, onde em Paineiras ele conhece, enquanto Don Flavio Bastos ainda vivia a BT Cabaret. Ele diz que fez todas as tentativas para adquiri-lo e não foi possível. No ano seguinte o garanhão é levado para Esteio, sendo reservado como Campeão em sua categoria atrás do que seria o Grande Campeão da exposição. Don Tuchi Matho convence Lila Telechea a vendê-lo, fazendo-o concordar com isso. Foi realmente uma fortuna o que pagamos, diz Raúl. Foi realmente completo e moderno para a época. "Desde que o vi pela primeira vez, me apaixonei." Mas a criação flutua e avança, por isso foi em uma época em que Julio e Felipe Ballester vendiam porcentagens de alguns garanhões. Raúl e seu sócio Marcelo Gaztambide escolheram o Charque Capricho. Comprando na primeira instância 50%. Eles escolheram pensar em cruzar com as filhas do BT Cabaret, por seu selo racial, avanço, estrutura óssea. No ano seguinte, eles adquirem a outra metade. Uma parte é paga com dinheiro e a outra com éguas. É de onde vem o Charque Justo José. A partir de hoje ele tem em seu genético Charque Ventarrón. Da Garotinha com El Capricho nasceu o Carnavalito, que cresceu em um campo que alugaram em Maipú. Ele pensou em tirá-lo de um potro, mas ele não estava em forma, aos 3 ele foi levado para o Remanso, o campo de seu parceiro Marcelo. Sendo amigo do Brasil, ele mostra e diz: "isso vai ser bom". De lá, ele cuidou de si mesmo e foi para o passaporte de Las Flores, onde ele deixa o Grande Campeão. No ano seguinte, já em 2010, vai para o Outono, onde deixa o Grande Campeão. O seguinte foi inevitável ... apresentá-lo em Palermo. "E ele tinha toda a fé ... mesmo sabendo que o Leopardo iria" ... "Era um Palermo no qual eu decidi aproveitar, eu ia assistir a dança, quando foi tirada. Aquele ano foi o Bicentenário da Pátria. Aquela que se tornaria Grande Campeã seria imortalizada em uma estátua de bronze na entrada da propriedade em Palermo. São aquelas coisas que no momento, talvez não tenham a importância, mas que com o passar do tempo a lenda se torna maior. Naquele dia, o sonho de Raul como criador tomou forma, combinando a perfeição de um garanhão (BT Cabaret) com as qualidades de outro (Charque Capricho). Para Raúl, Palermo é como sua segunda casa, e naquele dia e naquele lugar tão especial para ele, conjugo o destino com o trabalho de envelhecimento de 30 anos. "Sempre que entro em Palermo pela rua Sarmiento olho para a escultura do Carnavalito, parece me fazer uma piscadela". Então a venda e exportação continuaram. Hoje se reproduz no Brasil de maneira muito satisfatória. Imprimindo seu selo racial, acima de tudo. "A premissa que governa a minha maneira de criar é, primeiro que é crioulo, depois vêm as outras virtudes."

Construindo um sonho.

Criadores

A paixão por criar

Brasília promove passaporte morfológico para a Expointer
O Distrito Federal realiza mais uma seletiva das Exposições Passaporte que têm como destino final a Morfologia da Expointer 2018, que acontece no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Organizada pela Associação dos Criadores de Cavalos Crioulos da região, a exposição ocorre entre os próximos dias 12 e 13 de julho, no Parque de Exposições da Granja do Torto em Brasília (DF). O jurado responsável pela Morfologia Passaporte é Felipe Caccia Maciel, com a supervisão do técnico credenciado à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Heitor Cheuiche Coelho. O presidente da Associação, Wesley Ramirez Barreto, afirma que com relação ao fomento na região para o mercado da raça Crioula, a entidade está investindo em infra-estrutura. "Também estamos proporcionando vários cursos, tanto para doma quanto para o treinamento de animais", salienta. A rota de seletivas das Exposições Passaporte que teve início em abril, se encerra agora em julho. Nesta temporada, o total é de 17 exposições e duas prévias, que incluiu a prévia Morfológica da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC). Confira a programação 12 de julho de 2018 (quinta-feira) 12h - Término da entrada dos animais - Morfologia Passaporte 14h - Concentração de Machos (Técnico Felipe Maciel) 16h - Admissão - Morfologia Passaporte 13 de julho de 2018 (sexta-feira) 09h30min - Início do julgamento - Morfologia Passaporte 15h - Julgamento: Grandes Campeonatos - Morfologia Passaporte 20h - Entrega de prêmios - Morfologia Passaporte 21h - Leilão Haras Anchieta - Canal Rural (Sala de Lances da Casa do Cavalo Crioulo) 14 de julho de 2018 (sábado) 08h - Encontro de Domadores - 1ª passada (Geração 14/15) 10h30min - Encontro de Domadores - 2ª passada (Geração 13/14) 21h - Leilão Haras Anchieta - Canal Rural (Sala de Lances da Casa do Cavalo Crioulo) Foto: Felipe Ulbrich/ABCCC/Divulgação Texto: Rejane Costa/AgroEffective

Braslia promove passaporte morfolgico para a Expointer

Bem estar Animal

A vida do campo

Governo vai trocar comando da Embrapa
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que vai abrir o processo para escolha do novo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O indicado vai suceder Maurício Lopes, que está no cargo há seis anos, com mandato até outubro. A decisão de dar a largada para o processo sucessório antes de vencer o mandato do presidente atual ocorre em meio à polêmica proposta de reestruturação da estatal comandada por Lopes. A proposta não encontra apoio da maioria dos 9.600 funcionários. A estatal também é alvo de duras críticas de lideranças de produtores rurais e de pesquisadores por ter perdido, segundo eles, a relevância na pesquisa aplicada. "Vamos seguir o que manda o estatuto e a lei das estatais: abrir para os interessados, fazer uma seleção e, por último, termos uma lista tríplice da qual será escolhido um nome", afirmou Blairo. Ele disse que a abertura do processo de sucessão agora já está acordada com o atual presidente e com a diretoria da empresa. A expectativa do ministro é concluir os trâmites no prazo final do mandato do atual presidente. Lopes teria intenção de permanecer por mais tempo no cargo, aproveitando o vácuo da troca de governo para escolher o seu substituto. Abrir o processo de sucessão antes do fim do mandato anterior é uma prática inédita na estatal. Para funcionários da empresa, essa mudança de conduta soa como uma reprovação ao projeto de reestruturação que o atual presidente quer por em prática rapidamente. A atual direção da Embrapa pretende adotar um modelo de regionalização da gestão, com cinco superintendências e futuros centros de inovação, no lugar das atuais unidades descentralizadas de pesquisa. Pelo modelo apresentado à cúpula do Ministério da Agricultura, os centros de pesquisa que hoje levam o nome de lavouras, como Embrapa Soja, por exemplo, seriam identificados pelo da cidade onde estão. O projeto de reformulação da estatal, desenhado por 16 membros da direção da empresa escolhidos pela presidência, é alvo de duras críticas dos funcionários. Desde o início do mês, eles começaram a ser consultados, por e-mail, sobre o projeto de reestruturação. Carlos Henrique Garcia, presidente do Sindicato Nacional de Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), ligado à CUT, que representa 70% dos empregados da estatal, contou que foram marcas 42 assembleias de funcionários da Embrapa espalhados pelas diversas regiões do País para tirar um posicionamento dos empregados em relação ao projeto de reestruturação da empresa. Segundo Garcia, por mais que os funcionários tenham solicitado participação, a diretoria construiu a proposta sem a participação dos trabalhadores e agora, a toque de caixa, apresentou uma síntese do projeto e pediu a contribuição dos funcionários. "Não somos contra as mudanças, mas contra a construção de uma proposta de forma arbitrária e unilateral, sem o envolvimento do conjunto de empregados da empresa e especialmente da sociedade que nos demanda", afirmou o presidente do Sinpaf. Até o meio da tarde de quarta-feira, nas 16 assembleias realizadas, os trabalhadores foram unânimes pela suspensão imediata da implantação da reestruturação. Procurada, a Embrapa informou que todos os empregados tiveram oportunidade de conhecer justificativas, objetivos e premissas do projeto de reestruturação. Quanto à sucessão do presidente, a empresa diz que cabe ao Conselho de Administração estabelecer quando esse processo será iniciado. Empresa se afastou dos produtores Fundada em 1973, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é uma companhia 100% estatal e dependente dos recursos do Tesouro. Com um orçamento de R$ 3,4 bilhões, 9,6 mil funcionários e 2,4 mil pesquisadores, que recebem de duas a três vezes o salário de um pesquisador de universidade federal, teve papel importante 40 anos atrás no desenvolvimento do agronegócio brasileiro, especialmente em novas variedades de soja adaptadas às condições do Cerrado, diz o ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro de Camargo Neto. "Ela se afastou do produtor e foi vítima do próprio sucesso", afirmou. A sua principal crítica ao desempenho recente da empresa é não ter fomentado pesquisas aplicadas em áreas de ponta, como biotecnologia e tecnologia da informação. Na sua opinião, esse descompasso pode por em risco o sucesso do agronegócio. Fonte: Gazeta do Povo

Governo vai trocar comando da Embrapa