Histórias de Vida

Humildade "Eu não sabia nem pegar um cabresto direito"

Data: domingo, 11 de fevereiro de 2018 - Hora: 10:54


Começou com a ilusão de algum dia pegar algum cavalo para domar, mas enquanto isso não acontecia, começou de baixo mesmo, limpando cocheiras, e fazendo todas as tarefas que qualquer cabanheiro faz. E começou lindo, começou com um convite para trabalhar no Centro de Treinamento de Zeca Macedo. "Eu não sabia nem pegar um cabresto direito", explica Bruno Vaz, quem hoje é o escolhido para ser nosso protagonista em histórias de vida.

Mas como tudo acontece nessa vida, esse grande dia de pegar um cavalo para doma chegou. Foi Santiago Macedo, irmão de Zeca, quem deu a oportunidade.
"A idéia que eu tinha de domar, não era nem um pouco parecida com a realidade!", conta Bruno.
Zeca tinha chegado de estar com Jango na época, e transmitiu vários conhecimentos.
Chegou o momento da prova, e para a surpresa dele: ganhou. Foi nesse momento que falou para ele mesmo, "Eu posso chegar mais longe, eu tenho possibilidades de seguir avançando". E assim foi, não perdeu tempo para apreender, para se superar.

Zeca, foi o pioneiro, foi quem depositou a confiança. Deu a oportunidade de trabalhar mais a par, de saber como eram seus gostos, de como preparar um cavalo fisicamente, de como iniciar cavalos.

O tempo foi passando, as oportunidades com ele, crescendo.
Até que chegou o momento de correr a sua primeira credenciadora, com um cavalo de propriedade de seu padrinho. Pessoa que conta muito no início da lida com cavalos.
As coisas, continuaram evoluindo, continuaram fluindo.

Até chegar 2007, onde conseguiu correr profissionalmente, correu sua primeira classificatória. Logo logo, chegou aquele momento esperado, correr o domingo do freio de ouro, e para sua felicidade, ficou em oitavo lugar.

2010, o grande ano: o ano que a vida profissional, começa a valer, a tudo ou nada.
O próprio Zeca, indicava alguns animais que em vez de irem para ele, fossem para o Bruno.

Mas dizem, que sonhos é para serem compridos em vida, na final do Freio de Ouro, Zeca estava correndo com dois cavalos. Cavalos que para a coincidência e felicidade do Bruno, na última paleteada ficaram juntos, e foi o Bruno quem correu. Vinham em primeiro e segundo lugar, o que significava uma grande responsabilidade para Bruno, mas também, um sonho cumprido.

2015 foi o ano de abrir o Centro de Treinamento, o grande momento tinha chegado. Foi Zeca quem permitiu que isso acontecesse, pois o CT ia ser em suas instalações.
E assim vai se formando uma história, história que todos temos.
Bruno faz questão de nos contar cavalos que marcaram sua vida, que ajudaram ele, que demonstraram ser cavalos de verdade. Entre eles, Los Hermanos Cimarrón, Ganadero da Harmonia, Harmonia Temprano, entre outros. Todos com um lugar especial em seu coração, difícil de apagar.

Assim como faz questão de nomear os cavalos, faz questão de nomear as pessoas que foram fundamentais na carreira, na vida dele.
Em primeiro lugar: FAMILIA. Família base de tudo, "foram quem demonstraram para mim o caminho certo, que tem que ter princípios, que tem que ter foco, determinação, e principalmente, humildade".

Outras duas pessoas: os padrinhos. No caminho com os cavalos, eles foram fundamentais, na hora de dar apoia, na hora de "vai atrás dos teus sonhos".

E falando de amigos... "Não adianta ganhar uma coisa, se não tivermos com quem compartilhar essa alegria, esse momento. Aquilo pelo que lutamos não teria o mesmo valor", expressa Bruno. Ele cuida muito, são fundamentais na carreira dele.

Clientes... Aqueles que depositam seus sonhos nas suas mãos. "Sem eles, a gente não teria cavalos, não teríamos o bem precioso que é o cavalo."
Marco Antônio Botti, faz questão de nomear, marcou a sua vida como cliente, depositou a confiança com o AS Malke Melado, confiou no seu talento, confiou que ele podia montar um bom cavalo. E com a oportunidade dele, vieram muitas outras.

E o amor, amor do bueno, aquele que enche nossos corações.
Assim, Bruno e casado, Bruno tem duas filhas que iluminam os dias dele, junto aos cavalos. Elas são Lívia e Sophia, os olhos do ginete.

E para finalizar... "O ZECA".
"Falar em Zeca, e falar em tudo!", expressa Bruno.
"Tudo que eu conquistei, tudo o que eu aprendi, tudo o que aprendo, eu devo a ele."
Falar em Zeca é falar em companheirismo, em família, em amizade.
"Estou no mundo do Freio de Ouro, porque ele me criou, porque ele me induziu, porque ele me fez", expressa.

"Então, o que é o Zeca para mim? Para mim o Zeca... É o cara!", assim é como Bruno faz questão de terminar sua história de vida. Deixando claro, o valor das coisas simples, deixando claro, que é obrigação ir detrás de nossos sonhos!

Texto: Maria Eduarda Sanes
Fotos: Bruno Vaz



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Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .