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Boas práticas agropecuárias são ferramentas para tornar propriedade mais organizada e rentável

Data: domingo, 22 de outubro de 2017 - Hora: 20:58

Gestão Rural

Boas práticas agropecuárias são ferramentas para tornar propriedade mais organizada e rentável
Cada vez mais exigente, o público consumidor está atento a diversos outros processos além dos relacionados às suas necessidades básicas de consumo. Hoje, muitos clientes não se preocupam apenas com a simples aquisição do produto, mas também com questões que abrangem as diversas etapas de produção. A carne bovina, uma das principais proteínas animais consumidas no mundo, não está imune a essas avaliações.

Embora preço e qualidade do produto ainda liderem os requisitos para tomada de decisão, temas como adequação ambiental da produção, bem-estar animal e condições de trabalho dos empregados da unidade produtora estão, cada vez mais, decidindo o jogo no momento de escolher entre um produto e outro. Já realidade em diversos países, essa tendência deve se intensificar no Brasil, demandando atenção especial de todo o setor produtivo.

Assim, a adoção de boas práticas agropecuárias por parte do produtor é fundamental. Não apenas como vitrine da adequação social e ambiental da propriedade e de sua conformidade com a legislação, mas principalmente como ferramenta para organização do empreendimento rural, tornando-o mais rentável e competitivo.

É nesse contexto que se insere o Programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) . Bovinos de Corte, implantado pela Embrapa em 2004 no Centro-Oeste, e em 2008 no Rio Grande do Sul, em um projeto-piloto com produtores dos Campos de Cima da Serra (Aproccima). Na prática, o BPA recomenda uma série de normas e de procedimentos que devem ser observados na propriedade, como bem-estar animal, controle sanitário, adequação das instalações e a correção no manejo, por exemplo.

"A propriedade que adere ao programa assume o compromisso perante a sociedade de que está adequada ambientalmente, que cumpre a legislação trabalhista, que não tem trabalho escravo e infantil, que as técnicas de manejo consideram o bem-estar animal, que faz o bom uso dos medicamentos e a destinação adequada das embalagens. Enfim, o produtor demonstra que respeita a legislação vigente, trabalha a boa técnica e, ao final, pode usar isso como uma estratégia de comunicação e posicionamento do produto", explica a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sul, Estefanía Damboriarena.

Para alcançar essa última etapa, no entanto, alguns passos ainda precisam ser dados. "O mercado internacional usa os processos de certificação como mecanismo para aproximar a informação entre quem produz e quem consome. De forma geral, no Brasil isso ainda não ocorre. Nesse contexto, o BPA é, sim, uma ferramenta para sinalizar que as propriedades fazem uma pecuária sustentável. Importante ressaltar, porém, que a adoção dessas práticas gera resultado econômico independentemente se há ou não preço diferenciado pago pela indústria, uma vez que minimiza desperdícios, reduz perdas e organiza a propriedade", destaca Damboriarena.

É o caso do produtor rural de Bagé-RS, Pablo Echeverria, que participou do BPA entre os anos de 2015 e 2016. "Nossas propriedades têm um potencial enorme a ser explorado, e muitas vezes não percebemos. No momento que nós começamos a fazer um planejamento, pensando no controle zootécnico e sanitário, na adequação de instalações, melhoramento do campo nativo etc, começamos a ter ganhos incríveis. O BPA ajuda muito nesse sentido. Quando fazemos a avaliação no início e depois no final notamos o quanto melhoramos na organização da propriedade", destaca.

Outro produtor de Bagé, Ricardo Fagundes, também participou do BPA entre 2015 e 2016, e destacou a importância do programa para ajudar na organização da propriedade. "A gente começa a se organizar, a ver os dados da produção e melhora muito a nossa forma de trabalhar, porque no grupo nós podemos conversar e trocar experiências. Além disso, outro ponto fundamental é o apoio técnico. Com o programa nós visualizamos como é importante manter essa assistência do profissional especializado", disse.

No Rio Grande do Sul, assim que adere ao Programa, o produtor passa por treinamentos e consultorias realizadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Conforme o técnico do Senar, Rodrigo Azambuja, um diagnóstico é feito buscando enxergar a propriedade como um todo, englobando requisitos sociais, ambientais, técnico-produtivos e de gestão. "A partir dos pontos que não estão em conformidade são realizadas atividades de treinamento e sugestões de melhorias. Quando a propriedade atinge os percentuais mínimos exigidos pelo programa, é emitido um laudo de implantação de boas práticas agropecuárias, que dura por dois anos", explica Azambuja.

O que é bem-estar animal?
É um estado de completa saúde física e mental, em que o animal está em harmonia com o ambiente que o rodeia. Além dessa definição, devem-se observar as cinco liberdades referentes ao bem-estar que citam que o animal deve estar: livre de fome e sede; livre de desconfortos; livre de dor, ferimentos e doenças; livre para expressar comportamento normal; e livre de medos e angústias.

Nesse sentido, um requisito importante em um bioma com poucas árvores, como o Pampa, é o sombreamento para os animais. "Cada vez mais o produtor precisa pensar no plantio de árvores com essa finalidade. Outro ponto fundamental é o acesso à água. Se o animal tem dificuldade de acessar ou se precisar caminhar muito, ele prefere ficar em um lugar apenas pastejando, e isso não é o ideal", destaca a pesquisadora.

Mercado quer produtos de qualidade
Conforme o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Sergio Gonzaga, ao aplicar as práticas de manejo e gestão constantes no BPA, o produtor se aproxima de um produto que, cada vez mais, desperta o interesse do mercado. "O mundo todo tem buscado alimentos de qualidade diferenciada, saudáveis, isentos de resíduos e que sua forma de produção respeite o ambiente e os animais. Se fizermos uma observação no mercado, esses produtos são os mais valorizados e há público, especialmente o urbano, longe da realidade rural, que paga a mais para consumir tudo o que envolve um sistema de produção mais sustentável", observa Gonzaga.

Dicas e dados
- Para aderir ao programa, o produtor manifesta o interesse para o Sindicato Rural de seu município;
- A partir da identificação da demanda, são formados grupos de oito a 12 produtores no município;
- Com o grupo definido, o Senar ministra módulos de treinamentos baseados no BPA e visita a propriedade para realização do diagnóstico e das recomendações;
- Dependendo do percentual de atendimento dos itens obrigatórios (O) e altamente recomendados (R+) da lista, as propriedades são classificadas em três categorias: Ouro (para adoção de 100% dos itens O e 80% dos itens R+); Prata (para adoção de 90% dos itens O e 70% dos itens R+); e Bronze (para adoção de 80% dos itens O e 60% dos itens R+).
- Sempre existem dez grupos ativos no RS, organizados por município. Sempre que o trabalho com esses grupos é finalizado, inicia-se o atendimento de novas demandas.
- Hoje já são mais de 150 propriedades adequadas às normas do BPA no RS.
- Produtores dos Campos de Cima da Serra (Aproccima), onde o projeto foi implantado de forma piloto no RS, em 2008, hoje já conseguem preço diferenciado pelos seus produtos devido ao uso das boas práticas agropecuárias.

Desenvolvimento rural
Conforme Azambuja, o Senar tem notado diversos resultados positivos que vão além dos objetivos básicos do BPA, como:
- Maior facilidade de integração do jovem na propriedade, descomplicando o processo de sucessão familiar;
- Participação ativa das mulheres produtoras nos grupos e na gestão da propriedade;
- Troca de experiência entre produtores integrantes do programa sobre assuntos mais técnicos e problemas em comum;
- Formação de grupos que mantêm a troca de informações mesmo com o término do programa;
- Percepção da importância do acompanhamento técnico constante na propriedade.


Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .