Histórias de Vida

Não me imagino um dia sem montar meus cavalos...

Ela agradece todos os dias por fazer o que gosta, não imagina um dia sem montar nos seus cavalos...
Ué? Como assim? Ela?
Sim, ela faz volta sobre as patas, pecha, esbarra, doma, e tudo o que tiver direito dentro dos cavalos, ela faz. Ela é a ginete “ouro” da nossa série, pois ela vai nos demonstrar como não precisa ser homem para estar nesse mundo, vai nos demonstrar que quando a gente quer alguma coisa, não devemos escutar os de fora, e sim o que diz nosso coração.
Ela é Soledad Ferreira, a uruguaia que foi finalista do Freio de Ouro várias vezes.
A gente foi falar com ela, para descobrir mais essa história.
Ainda na faculdade e perto da formatura, ela começou a perceber que agronomia não era o que queria fazer pelo resto da vida. O coração dela batia mais forte, e nesse sinal, estavam os cavalos.
Soledad queria era compartilhar, se dedicar, ao mundo dos cavalos.
No começo tudo muito estranho, pois era uma loucura pensar que uma mulher iria se dedicar a tal tarefa. Mais nada a impediu, ela foi atrás do que queria, ela seguiu seu melhor amigo: o instinto.
Com a faculdade de por meio, ela começou a ler livros americanos sobre montaria. Seguiu por montar, provando, mexendo daqui mexendo de lá, observando a quem já se dedicava, mas sempre procurando aprender sem importar como ou o que custasse. Chegaram os cursos, os que aperfeiçoaram a técnica, e ajudaram deram impulso a começar sua vida como ginete.
Quando ela quis ver, estava dentro das pistas, estava concretizando um sonho que parecia impossível. No começo claro, tudo muito simples, tudo muito por provar por saber como era.
Mas o que era por provar, se transformou em profissão, se transformou em confiança de criadores depositada em Soledad para fazer brilhar animais de quatro patas em pista.
E assim foi, que com muita assessoria, e com muito amor sobre todas as coisas pelo que se faz, Soledad começa a estrear nas pistas fazendo acontecer, começa um caminho longo, mas que com certeza estaria cheio de vitórias, estaria cheio de realizações.
Assim como um sonho, depois de vários anos e de muito aprendizado, a Soledad fazia historia para o Uruguai, ela ia participar do Freio de Ouro, ela era finalista.
Falando com Cosas del Campo, ela conta para nós que foi algo inexplicável, pois ela nunca imaginou que chegasse lá. Para ela montar cavalos era sua paixão, não imaginava que tomasse essa dimensão.
Para a surpresa dela, foram varias vezes que ela chegou no Freio de Ouro, cada uma com seu encanto, cada uma com seu aprendizado, cada uma com uma emoção diferente. Mas também, com muito compromisso pelo que estava fazendo.
Mas a vez que chegou no domingo do Freio, essa ela confessa que foi das mais especiais de todas. Ela se beliscava para ver se era verdade. "Foi um antes, e um depois", confessa.
Anedotas lindas ficam de momentos compartilhados, e sobre todas as coisas, fica a vontade de voltar, a vontade de ir por mais.
Olhando para trás, e de olho no futuro, ela confessa que o único que faltaria pra ela, é ganhar o Freio de Ouro. Seria o premio máximo, a realização da sua vida. Porém também nos diz que enquanto ela tiver vida e saúde para fazer, ela vai ir atrás, vai ir em busca do que ela quer como fez um dia lá nos inicios.
Hoje, em 2017, ela só agradece por tudo o que conquistou, ela agradece por acordar todos os dias e montar bons cavalos, agradece que o primeiro som que ela escuta nas manhas, e o dos relinchos dos cavalos. Ainda para ela, parece mentira, parece um "conto de fadas".
Pedimos a Soledad um conselho para tantas meninas que andam por ai com muito talento, mas que por medo não vão atrás do que querem.
Ela nos responde...
"Se eu fiz, qualquer uma que tiver a vontade, o foco, e o gosto, faz!"

Texto: Maria Eduarda Sanes
Fotos arquivos : Soledad Ferreira



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Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .