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Entenda a importância da receptora no seu programa de Transferência de embrião
por Tassiana Barros Neves

Entenda a importância da receptora no seu programa de Transferência de embrião

A transferência de embrião é uma técnica reprodutiva que cresce a cada ano em razão de suas diversas vantagens. Além de possibilitar a produção de mais de um potro por ano, ela viabiliza uma gestação saudável de produtos de éguas com problemas de saúde que limitariam uma gestação a termo e permite o prolongamento da vida esportiva da égua.
O processo consiste na coleta do embrião de uma fêmea doadora, geneticamente superior e a transferência para uma fêmea receptora, que será encarregada de gestar e criar o potro até a desmama. Isto posto, passamos a perceber a importância da nossa "barriga de aluguel", afinal ela será responsável por gerar e "gerir" o desenvolvimento do nosso produto. Sendo assim é de competência do médico veterinário juntamente com o proprietário e equipe da propriedade realizar de maneira responsável a seleção da égua que receberá o embrião bem como oferecer um adequado manejo para que a sanidade geral da mesma seja garantida.
Antes da égua receptora ser incorporado ao plantel, é importante que haja uma seleção baseada em idade, condição corporal, histórico reprodutivo, habilidade materna (quantidade e qualidade do leite), problemas comportamentais e claro, uma rigorosa e completa avaliação reprodutiva realizada por um veterinário.
Antes mesmo de receber o embrião, nossa receptora deverá estar nos padrões sanitários da propriedade, ou seja, imunizada contra as principais doenças reprodutivas e as específicas de cada região, isto porque a primeira exposição a alguns antígenos contidos nas vacinas pode causar uma reação individual inesperada e a prenhez pode ser afetada. Após a prévia imunização, o protocolo vacinal deve ser seguido normalmente durante toda gestação, evitando assim as tão temidas doenças causadoras de reabsorção embrionária e abortos.

Receptoras gestantes alojadas longe do local onde o potro deverá nascer, deverão ser transportadas para o local de parição no mínimo um mês antes do parto. Isto permite que a égua, por meio de exposição natural, produza anticorpos contra os agentes causadores de doenças presentes no novo ambiente e que assim, também possam transmiti-los via amamentação para os potros.
Outro aspecto relevante desde o início da estação de monta até a fase de desmama é a condição nutricional daquela que será responsável por transmitir todos os nutrientes necessários para um bom desenvolvimento fetal.
Você sabia que nos últimos três meses de gestação o feto chega a ganhar até 500 gramas por dia? Portanto é importante que as exigências em proteínas, minerais, vitaminas e energia devem ser rigidamente respeitadas de acordo com cada fase da gestacional.
Comumente vemos uma discrepância entre a alimentação oferecida às doadoras e receptoras, com a falsa idéia que a receptora tem menor importância no âmbito da criação. Além de menores taxas de prenhez em éguas com condição corporal ruim e menor desenvolvimento do feto durante a gestação, a qualidade do leite pode ser drasticamente afetada, situação que geraria um potro mal nutrido, não competente imunologicamente e suscetível à infecções.
Após anos de negligência, hoje reconhecemos que a égua receptora é o ponto chave para o sucesso no programa de Transferência de embrião. Nosso papel como veterinários e criadores é oferecermos as condições necessárias para que elas possam exercer sua relevante função de maneira a nos conceder um produto saudável, capaz de expressar toda sua carga genética e apto a carregar nossa bandeira.

À disposição em emprenareproequina@gmail.com

Tassiana Barros Neves




Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .