Histórias de Vida

Un senhor das Medialunas...

Data: sábado, 30 de junho de 2018 - Hora: 19:51

Raúl Cáceres Urtubia, un senhor das Medialunas

 
Raúl Cáceres, mais conhecido como "Don Raucha" na sua região de Teno e Curicó, era um "Señor do Rodeo", como sempre foi reconhecido. Tranquilo, amavael, muito carinhoso, muito controlado, jamais se exaltaba, nem se emocionava em excesso, não frio, pero muito seguro de sí mesmo, falava pouco só se faziam uma pergunta, pouco conversador se não se sentía en un ambiente conhecido, apreciado onde ia, o que permitiu que deixara uma grande lembrança da sua pessoa. Seus últimos anos em Chimbarango, fizeram com que ele se sentisse feliz, rodeado de amigos, com os que se juntava seguido, ademais de trabalhar com cavalos até o final da sua existência.

Há dois anos atrás em 2014, durante a Semana de la Chilenidad se efetuou um lindíssimo rodeio dos Campeões de Chile, que foi ganhado por Raúl Cáceres, e tinha nessa data 88 anos, que prova de resistência, claridade e amor por este lindo esporte, e em um cavalo "arreglado" íntegro por ele.
O conheci nos anos 1965 e consegui seguir toda sua carreira nos corrales e comemorar seus éxitos, que foram muitos e também o visitei varias vezes a sua casa em Chimbarongo, onde me recebia com especial carinho, porque fazia ele recordar tempos de gloria.

Grande representante da "Escola Curicana", Associação que tinha aos melhores corraleros e colleras do país nos anos 1960 y 1970, mais de 10 de elas de muita qualidade e a competencia era de um altíssimo nível esportivo.
"Don Raucha" foi um ginete elegante desde a vestimenta huasa pra cima, levava lindos chamantos, aperos impecáveis, bonitos chapéus, os cavalos se distinguiam por sua limpeza, gordura exata, limpia por todos lados, com a gordura precisa, nunca magros nem excedidos e muito bem "trabalhados". Al piño ia muito pouco, só quando cuidava um cavalo novo e não quería hacerlo atalhar, so passá-lo, não lhe abriam o hocico, também não os espuelava, a puras riendas, sudavam pouco. Hernán "Perico" Villalobos um gran admirador seu me falava, "Raúl se faz pequeno respeito aos cavalos", ou seja alivianaba o lombo quando corría, era muito especial aquele, se amontoava encima da montura, mas com elegância, nunca um cavalo ia forzado na cancha, liviano, e atalhava suave e controlado, a lo "curicano". Marcar e marcar, era sua consigna.

Esse bom trato com os cavalos fazia que vendesse muitos de seus cavalos correndo, iam os interessados a comprá-los e os perseguia até consegui-lo, o vi muitas vezes, ele não os ofrecía. Não foi criador, comprava cavalos já terminados em sua crianza, e poseía un "olho" tremendo, não se equivocava, sempre logrou seu objetivo com o que tinha. Com seu genro Guillermo "Memo" Barra formaram uma grande collera, tanto que pelearam um Nacional em Rancagua. Seu avô vinha da costa de La Huerta, Mataquito, e tinha lindas lembranças de ele e suas historias do 1879, seu pai tinha cavalos e aí começou a montar, e saiam pra rodeos locales.

Seu pai e a familia viviam em Romeral, era administrador do fundo de Samuel Velasco, cavaleiro de Santiago que ia pouco ao campo e o pai de Raúl levaba tudo e aí criava cavalos, e no mesmo faziam um grande rodeio anual em Beneficio da Parroquia, e ele chegavam a correr a familia López de Los Cristales, los Bustamante de Teno, los Carrasco de Lontué, los hermanos Hernán e Gerardo Rodríguez de Romeral arriba, e Antonio "Toño" Acevedo de Molina.
Logo foi contratado para administrar fundo de Antonio Acevedo e ademais correr com ele.

Se agrega ao equipo Sergio Bustamante ainda muito jovem e saiam a correr os cavalos do equipo, quando o patrão não podía.
Por esses anos o grande maestro era don " hecho" Regalado Bustamante de Teno, muito amigo de "Toño" Acevedo e este consegue que o ensine a Raúl tudo sobre os cavalos chilenos, sua manipulação e "arreglo", do qual era um reconhecido "maestro". Raúl assimilou com creces esses sábios ensinamentos e o lembra e reconhece sempre. Época de Manuel, Bartolo, Oscar, Julio, Clemente, todos irmãos. Foi muito amigo de Oscarito e correu com todos eles em ocasiões.
Ja mais professional começou correndo com Hugo Cardemil Moraga,
e o fez por tres temporadas assistindo ao Nacional de Valdivia e a Rancagua.
Por essa época corría Pablo "Perico" Quera com Oscar Bustamante, (compararam en sociedade o Índio em Santa Elba o corriam) e deixaram de fazê-lo e "Perico" falou com Raúl e se acolleraron.

Isso foi em 1968 e conformaron uma das melhores colleras de todos os tempos, muito ganhadores, don Raúl Pavez, secretario da Federação do Rodeo e diretor lhes colocou de apodo “"os hombres quietos". Cada um corría seus cavalos, em sus primeira temporada foram 2° Campeones de Chile, em os cavalos Chinganero e Barquillo. Ao ano seguinte foram Campeões em Nacional de Osorno em 1970, em os cavalos, ademais levam e o premiavam a Forastero e Zorro, as Remolacha e Flotadora. Lembra que Pablo, nunca lhe disse "Perico", tinha de "arreglador" a Alejandro "Jano" Fuentes, que esteve uma vida com Don "Chanca" Urrutia e Segundo Tamayo.

Raúl tinha comprado o potrilho Forastero a Raúl Rey, lhe amansou Laurencio Rojas e ele o trabalhou, vinha do criatório Huencuecho, e já terminando foram ao rodeo de Maipú e empataram Serie de Potros com Raúl Rey, de aí não se baixou mais do potro.
La collera de Quera e Cáceres correu por 10 hermosos anos, deixando uma estela de señorío, caballerosidade e mérito para o esporte do rodeo, lhe deram com muita prestancia a ser Campeões de Chile.

Fizeram uma viagem de prêmio pelo Caribe em um Crucero, cuyos comentarios de dito Tour, contados por "Perico", deu para muitos anos de tertulia em Curicó.
Raúl compro e fez ao potro Jornalero, o capou e foi um cavalo excepcional de Fabián Lobos en Santiago, la Malagueña, el Pandillero, los dos extras, a Salteador III potro que, trabalhou e trnsformou em Campeón, la Taquilla que vendeu a Pablo, que foram Campeões de Chile com Malagueña em 1975. Seu amigo Ernesto Mery lhe mando 10 cavalos em arreglo e ali vinha el Limonero extra que fosse Tercero de Chile em Rancagua em collera com Salteador III montado por “Memo” Barra. También llegó a Rancagua con Jack "Jano" Muñoz e Luis "Lucho" Sepúlveda.
     
Viveu alguns anos em Melipilla e correu com José Armijo, época del Lindo Amigo.
Raúl criou ao potro barroso Saleroso filho de Malagueña e Barranco, uma sangue azul.
Seus últimos 10 anos os viveu muito feliz em Chimbarongo onde teve um monte de grandes amigos com os que compartilhava diariamente, e com os que tive a sorte de conhecer em sua casa.

Faleceu em fevereiro del 2016, deixou uma linda familia e linda lembrança

Por Arturo Montory G.



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