FICCC 2018

Uruguai, campeão do mundo.

Data: segunda, 21 de maio de 2018 - Hora: 17:10

Uruguai, campeão do mundo.
O cavalo mais destacado da FICCC foi sem dúvida o picazo de La Pacifica, Colibrí Matrero. Este garanhão de seis anos foi o vencedor do Freio de Ouro com um desempenho soberbo.

Tudo começou quando pegou o primeiro lugar da morfologia diante de cavalos muito importantes do Brasil que já haviam vencido o Freio de Ouro nas edições anteriores.

A surpresa foi a entrada, foi o primeiro na fila quando deram 8,317 o que representou o mais alto de pontuação morfológica cavalo uruguaio na história do freio de Oro. Enquanto continuava a prova, Matrero mostrou que também é muito bom funcionalmente. Todos os movimentos foram de um nível excepcional demonstrando que ele era para grandes coisas.
Ele alcançou uma pontuação final de 22.700 que raramente foi vista.

Mas tudo tem um motivo.
La Pacífica, cabanha de Paysandú, começou com a criação de Crioulos em 1985 e sempre se volcou para provas funcionais obtendo resultados importantes. Vale lembrar que, em 2017, essa cabanha foi a campeã do Rodeio em Palermo, um fato inédito, pois foi a primeira yunta estrangeira a vencer o evento mais importante da Argentina. Ele também teve vários finalistas da final do Freio de Ouro em Esteio como Lunera, Lobizón, Parrilla, Jabalina e Romanza entre outros.

Colibrí Matrero tem uma combinação de sangue muito interessante e diferente do que estamos acostumados a ver no pódio de Esteio. Isto conjuga sangues argentinos e chilenas de Ballester e Esevich, grandes criadores argentinos que importaram sangues do país com excelentes resultados nas pistas como Picarquín Zapateado, Chilenero Gavilán e Tinajera Vinchuca. Picarquín Zapateado foi finalista do Rodeio Chileno e está entre os dez melhores garanhões do Chile, Chilenero Gavilán foi vice-campeão na Argentina por Rienda e é o segundo pai com os filhos mais finalistas de Rodeios.

Tinajera Vinchuca foi vice-campeão em Rodeos e é filho do vice-campeão de Rienda Chilenero Aquí Estoy. Todo aquele sangue funcional de primeiro nível vem do lado materno, e do lado do pai é o filho de Del Oeste Acierto que é o irmão materno do Grande Campeão de Palermo e en 2009 FICCC Del Oeste Mutante.

Para alcançarmos grandes resultados, também precisamos ter mão-de-obra qualificada para que o animal possa dar cem por cento, e assim foi. Matrero foi domado no rancho por Julio Taramasco e passou para as mãos de Matías Horta, que na época era o ginete de La Pacifica. Ele treinou e competiu na Final Nacional de Domadores em Florida em 2014, alcançando o segundo lugar.

O picazo já mostrava que era um excelente cavalo. Além disso, ele teve uma extensa campanha em exposições morfológicas no Prado e no interior sendo o terceiro melhor Macho do Prado em 2016 o prêmio mais importante.

Com a ida a trabalhar de Mathias Horta para Argentina em maio de 2017, Juan Salustiano Peirano decidiu continuar treinando seus cavalos com o renomado ginete brasileiro Gabriel Marty, que naquele ano alcançou o segundo lugar nas paleteadas brasileiras de Esteio com Juan.

Matrero competiu no final do ano passado na credenciadora de Carazinho, no Rio Grande do Sul, onde conquistou o primeiro lugar com um desempenho brilhante.

Agora, só temos que esperar até o último fim de semana de agosto para ver novamente este cavalo uruguaio na pista que mais uma vez terá os fãs celestes.

Texto: Ignacio Lussich



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