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O que falta para o Brasil assumir a liderança no agronegócio? Especialistas debatem

Data: segunda, 21 de maio de 2018 - Hora: 13:19

O Brasil precisa inserir os jovens no agronegócio, pôr em prática projetos de agricultura de precisão, além de repensar seu papel de líder, tudo isso em meio a atual crise econômico-política. Esses foram alguns dos desafios identificados durante o 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) "Liderança e protagonismo".

Segundo o presidente do conselho diretor da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), Eduardo Leduc, um dos principais problemas do País é ser considerado líder apenas pelo volume produzido ou exportado ou ainda pelo tamanho da área utilizada. Por sermos percebidos pelo mundo devido ao quanto produzimos, países como Alemanha, França e Suíça lideram mercados de produtos industrializados derivados de ingredientes brasileiros.

É o caso do chocolate, produzido a partir do cacau plantado e colhido em fazendas na Bahia e Pará, mas comercializado como 100% belga. "Isso é inaceitável", enfatiza Leduc. Outros mercados que apresentam dificuldades, na opinião dele, são os de carne bovina, suína e de frangos. Isso porque somos o maior exportador, mas as empresas apresentam por anos consecutivos prejuízos pesados e mais de um terço das fábricas estão ociosas, reduzindo a capacidade de inovação e de investimentos.

"Liderar é conquistar", considera Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG

Quem é líder tem senso de prioridade", diz a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS)

O grande gargalo agro no Brasil para o presidente do conselho diretor da Andef, porém, é a falta de estratégia política voltada para a cadeia produtiva. Opinião compartilhada com o economista e sócio da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. "A pauta da reforma agrária não é a mesma do País há muito tempo. Além disso, devemos acabar com a dicotomia de que grande produtor e pequeno produtor são inimigos", aponta Barros. Para o diplomata brasileiro Marcos Azambuja, embaixador do Brasil na Argentina (1992-1997) e na França (1997-2003), nosso País está excessivamente diagnosticado. "O que falta e é necessário é uma ação contínua e sistemática", pondera Azambuja.

Fonte: AgriShow | adaptado por Cosas del Campo



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