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Cavalos tobianos
por Assis Carvalho

Data: terça, 15 de maio de 2018 - Hora: 14:57

Cavalos Tobianos de Guerra

Cavalos tobianos nunca foram, exatamente, unanimidade entre criadores. Ao longo do tempo, contudo, foram construindo espaço dentro da raça graças ao gosto de alguns por seleção de animais com pelagem mais exótica e de outros que perseguiram alternativas comerciais.

A literatura a respeito da pelagem é mínima e os escritos se concentram em idêntica fonte. Dizem que os animais são de origem asiática e chegaram na América em 1519 através do espanhol Hernan Cortês (tinha um branco com malhas pretas na barriga), creditando-se a tal exemplar o feito de difusão da pelagem.

Mais tarde, em 1842, um militar paulista (Tobias de Aguiar) veio ao Sul com batalhão montado em cavalos malhados (alguns falam também em invasão à Argentina). Em razão disso, os animais de Tobias de Aguiar receberam a alcunha de tobianos e, na evolução dos acontecimentos, o apelido se transformou em pelagem.

Os mesmos escritos revelam que sempre se selecionou os exemplares por pelagem com olvido de outras características. Daí decorre, certamente, uma equivocada restrição de alguns criadores e usuários a animais tobianos.

A partir do registro sistemático e do trabalho de criadores especializados em manadas de tal pelagem, animais de alta qualidade foram produzidos e tem alcançado significativa valorização nos remates da raça, caindo no gosto popular. Dá para referir inúmeros animais que representam bem a evolução morfológica e funcional nos últimos anos.

O fato é que cavalos tobianos são movidos por energia extraordinária e dispensam interrupções de jornada. Ao que parece, carregam de fato o DNA vestigial dos cavalos de Tobias de Aguiar: resistentes, corajosos e prontos no campo de batalha.



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