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A velocidade em cavalos
por Cristian Rey

Data: quarta, 9 de maio de 2018 - Hora: 15:11


Acredito que, nos anos em que vivi, vi e cavalguei grandes cavalos. Isto último, mais que uma virtude pessoal, atribuo a algum fator fortuito. Mas deixou-me a impressão de saber instantaneamente quando estou na presença de um cavalo diferente.

Vi muitos cavalos que me deslumbraram, nas paleteadas a yunta da Muñuela e da Telaraña, Que Lola e Si Sera. Eu pude testemunhar os títulos do Aguaitando. Vi mover o Facón que me lembro de ter descido com um amigo para contar os doze metros que eu havia colocado minhas pernas em uma final em Palermo, fato que me deixou surpreso.

Mas há um cavalo que desde que o vi pela primeira vez acordei e ainda hoje não só mantém a minha admiração, mas também é com o amor que me gerou.



Ele é Tinajera Miralejos. Lembro me de que foi em um leilão quando alguém me disse que ele tinha tido um desempenho enorme e ele tinha feito 60,5 de 70 possíveis em uma classificatória. Mas não foi até a semifinal em Mendoza que eu não a vi viver e viver. O que um dia, Pedrín Muñoz, a maioria na Argentina conhece este grande amigo, não parece afetar a situação e deixou a sensação de que tudo o que ele queria fazer com Miralejos naquele dia poderia ser alcançado. Mas o destino é mesquinho.

Porque em um desempenho um pouco mais normal perde a final quando se move no desmonte e monte. Mas tudo nesta vida tem seu retorno. E não foi necessário esperar tanto tempo, quando a nomeação foi em Montevidéu para a FICCC de 2012. Com grande concordância dos países da FICCC mais o Huasuncho, e o Pistilla, eles deixaram um cenário digno de uma batalha épica. E esse foi o seu dia, coroado campeão da FICCC.

Hoje ele está treinando para correr o freio, que seria sua terceira prova. Ele foi finalista em um corral separado, campeão de rédeas da FICCC e veremos como ele escreve este capítulo.
Como reprodutor já tem um filho de freio de prata. Seus filhos não só têm a agilidade e boa boca dele, mas eles também possuem uma mansidão surpreendente.

Eu nunca andei a cavalo com suas condições, e isso não prejudica a memória das outras celebrações que eu pude escalar. Mas a velocidade e a agilidade do mesmo, a velocidade nos movimentos laterais e a suavidade para colocar as pernas, o que os coloca como poucos, foram as coisas que mais me deslumbraram. Amém da sua nobreza do Grande Cavalo.

Mas as coisas não são o resultado da casualidade. Seu pai vem de uma família de cavalos classificados no rodeio chileno. Já seja o Sembrador, para não mencionar o múltiplo campeão de rienda Cachupin ou Cantinita. Mas as mães nesta vida são tudo, Forastera é filha de San Pedro Huaso, cavalo de ótimas condições, Afinao pai, três vezes FZB, e que toda mãe que está presente torna diferente. Sua avó materna foi uma das grandes éguas de Don Victor Esevich, Secretaria da SEPULTURA. Filha do único campeão de rodeio chileno que chegou à Argentina, Quizapu Forastero.

Nada acontece só.
Acho que até o Miralejos, as coisas tinham uma velocidade, então percebemos que havia uma marcha em alguns "diferentes"...



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