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Notícias do Campo

Criadores de Angus fundam Confederação Latino-americana
Criadores de Angus da Argentina, Brasil, Colômbia, México, Uruguai e Paraguai reuniram-se em uma nova entidade que representará os interesses da raça em nível internacional. É a Confederação Latino-americana de Países Produtores de Angus (Colappa), criada em encontro esta semana em Bueno Aires. A ação foi anunciada pelo presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, durante assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (14/12), em Porto Alegre. Entre as missões da nova confederação está o fortalecimento do livre comércio de genética entre os países membros e a homologação e integração de registros. Durante a assembleia, Weber ainda apresentou balanço das ações realizadas em 2017, que incluíram aumento no número de sócios e expansão do Programa Carne Angus. Também lembrou de projetos implementados para aproximação com os núcleos regionais como ação em exposições e o Circuito Touro Angus Registrado. Weber mencionou a redução no número de animais participantes de exposições em 2017, o que classifica como um movimento geral do setor. A exceção foi a Expolages (SC), que teve aumento de participação. “Há contenção de despesas de modo geral”, sinalizou o presidente da Angus. Carne Angus – Durante a reunião, o diretor do Programa Carne Angus, Reynaldo Salvador, destacou o aumento da demanda de redes de food service e do varejo por cortes Angus. Em 2017, o volume de carne produzido cresceu 18%, boa parte embalado a vácuo. “Os cortes de dianteiro ganharam o mercado gourmet e o que antes virava hambúrguer agora é comercializado embalado à vácuo”, explicou o gerente do Carne Angus, Fábio Medeiros. Entre os estados, destaque para Goiás, que abate 26% da carne Angus produzida no Brasil. Fonte: Associação Brasileira de Angus

Criadores de Angus fundam Confederao Latino-americana

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Revivendo "Uma prova que move paixões"
Jineteada lida bruta, daquelas antigas, daquelas que se faziam nas estancias por lazer, honrando a tradição. Tradição que se perpetuou no tempo, de geração em geração. Cosas del Campo, queria saber como era tudo isso, como tudo começou, como tudo continuou, e como ainda segue viva a mesma paixão. Fomos nada mais e nada menos que falar com aquela pessoa que dentro da jineteada conta a emoção daquele momento. Fomos falar com um relator, que a 25 anos leva no sangue uma paixão única: a jineteada. Ele é o Xiru Azambuja, esposo da Roberta, sua companheira de vida. 1992, ano onde ele lembra que a paixão da vida dele começava, ele pegava por primeira vez um microfone para relatar uma jineteada. O Bageense nos conta que muita agua correu na atividade, muitas coisas mudaram, e afirma que hoje a jineteada é mais profissional, pois faz questão de dizer que a de antes era mais campeira, quem montava eram apenas os homens de campo. Hoje em dia cidadãos que não vivem a lida diária no campo são ginetes profissionais, comenta. Na vida dele ele agradece por ter visto do melhor e do "não tão bom", assegura que tem tropilhas espetacularmente lindas que marcaram a retina dele. Uma delas a "Tropilha da Floresta", do Dr. Reinaldo Menezes; a qual ainda segue viva com mais de 50 anos de historia. Mas não foi somente cavalos que ficaram gravados na retina dele, também foram momentos, foram montas que fizeram ele alguma lagrima derramar. "Monta na Arena do Herval", no CTG Minuano, de Pierre Rocha. Emocionado comenta que a garanta chega a "se fechar de emoção!". Uruguai, Argentina, Paraguai... A voz do relator recorreu vários CTG, e atravessou fronteiras onde ficam momentos marcados, pois assegura que cada pais tem seu encanto, teu seu forte, tem uma coisa que faz diferente cada um do outro sem se esquecer da mesma paixão pelos potros e aporreados. É assim então que com esta paixão dos potros e aporreados, Xiru se orgulha de fazer parte deste movimento que conta a historia do país, que conta a trajetória de um caminho que ainda continua se escrevendo graças ao sentimento transmitido de geração em geração, porque faz questão de dizer que ainda fica muita gente que honra a tradição. A pergunta que nunca quer calar... Pra aqueles que começam, qual é o caminho? "Se espelhar, tomar os bons exemplos; e claro, HUMILDADE, pra tudo... Ela é a encarregada de nos levar a qualquer lugar." Texto: Maria Eduarda Sanes

Revivendo

Atravessando Fronteiras

Colunas Internacionais

José Gustavo Prenna, "o Gringo"
Eco É o fenômeno acústico que ocorre quando as ondas atingem outro objeto e retornam ao local onde foi emitido. Eu acho que quem conhecia José Gustavo Prenna, "o Gringo", como ele é conhecido em nosso ambiente crioulista, será capaz de compreender claramente o que quero dizer. Nascido em Rosario, em 15 de abril de 1962, filho de Elbio e Elsa. Casado com Andrea, há 29 anos, tiveram dois filhos, Gonzalo (28) e Francisco (26), que compartilham a mesma paixão, como não poderia ser, os crioulos. Seu pai tinha uma grande quantidade de cavalos em geral que costumavam trabalhar nas feiras da área, com a fazenda. Isso o orientava para a atividade com o cavalo crioulo. Foi em 1977 que em um leilão em Palermo ele adquiriu seu primeiro garanhão crioulo. Cherape Mazorquero, que eu trabalho, até que eu pudesse executá-lo e tive a satisfação de chegar a Palermo, correndo em rodeios. No mesmo ano, ele corre pela primeira vez em Yunta com Martín Crespo, em Sepulturas Altanero. Um dia antes dos 15 anos de idade. Corra sem interrupções até hoje. Ele estava sempre levantando e trabalhando seus cavalos. Tendo a sorte de correr em Palermo com éguas como Retama e Rastrillada, criadas por ele. Duas finalistas. Outras éguas com as quais cheguei às semifinais foram Costera e Patron. Há um ponto que é fundamental para a vida do Gringo, que é o que sembrou com a passagem das touradas. Ele ganhou grandes amigos e muitas pessoas que o apreciam. Ele teve a sorte de correr em Palermo com excelentes amigos. Assim como Francisco Maidagan e Pedro Torres. Com este último, uma brava equipe de duas éguas negras, Cotorrita e Flor e Truco Retama, mais um ano juntaram-se com o Caembae Laucha. Mas ao longo dos anos ele teve vários companheiros; Francisco Maidagan, Pedro Torres, Martin Crespo, Adrian Vidalle, Martin Corvalan, Luciano Trangoni, seus filhos Francisco e Gonzalo. Além do seu irmão Elbio. Ele tem sido o mentor de muitas crianças e grandes cavaleiros como Adrián Vasino, Ivan Artigas e Damián Cristaldo. Houve um tempo em que Rosario tinha uma propriedade na Sociedade Rural que era uma versão abreviada de Palermo. As finais foram jogadas lá, e ótimas exposições. Devido a eventos infelizes que a propriedade foi perdida. Perto da cidade de Rosario, a exposição mudou-se para La Reyuna, esse é o nome do lugar que sua família tem. Anteriormente, era uma feira de gado, que pertencia ao seu pai. Ele estava preparando para 9 edições da Rosario Expo, como passaporte. Sempre com esforço e empurre não só dele, seus filhos, sua esposa. Com os amigos, ele foi colhendo ao longo de sua vida. A propriedade tem as instalações necessárias para abrigar uma exposição, bem como uma credencial de freio de ouro, que durante vários anos foi realizada lá. Ou reins ou classificações de rodeios. Com o qual ele não só foi um mentor para muitos amigos começam na atividade equestre. Diretamente, ensinando, diz quem o conhece bem, que tem uma didática "especial" e muito eficaz. Ele foi um promotor da corrida com a fazenda da família, que foi condicionada até atingir o que é hoje. Também reunião e torrefação com amigos, onde o tema da conversa não pode ser diferente de ... Os crioulos... Eu acho que ter lutado novamente para estar na semifinal com seu filho Francisco em Batelero y Flor e Truco Vidalita é um ótimo prêmio para um criollista e um grande promotor da corrida. Corredor corajoso, querido amigo, tudo o que ele fez voltou em carinho. Como o efeito de eco que se espalha e depois retorna Fotos: arquivos

Jos Gustavo Prenna,

O Veterinário

Sanidade animal

Cio do potro: usar ou não usar?
O cio do potro é definido como o primeiro estro após o parto e acontece entre o sétimo e décimo segundo dia a partir do nascimento. Muitas opiniões e experiências divergem a respeito deste assunto mas venho como profissional da área, esclarecer os motivos deste desencontro e o equívoco de aplicações de protocolos de forma generalizada que ignoram as peculiaridades do indivíduo. Após o parto a égua utiliza de mecanismos fisiológicos para se “limpar” e preparar seu sistema reprodutivo para um possível futuro concepto. Dentre eles podemos destacar a habilidade de contração uterina, que se mostra responsável pela regressão de tamanho do próprio órgão reprodutivo e expulsão de restos de placenta, e a drenagem linfática capaz de realizar a “limpeza final” e minuciosa de possíveis estruturas remanescentes. Normalmente esta manobra acontece nos primeiros 3 ou 4 dias após o parto, sendo que o primeiro cio normalmente aparecerá entre o sétimo e décimo segundo dia, e que então, se todo esse processo correr bem, nossa matriz estaria apta a emprenhar pouco tempo após dar a luz. Infelizmente, com a idade, as éguas podem perder de maneira gradativa esta competência e então tornar mais longo o período necessário para se preparar e estar fisiologicamente aptas a mais uma gestação. Isso porque com o passar dos anos e das seguidas gestações, seu trato reprodutivo pode ficar mais pendular, perder a tensão ligamentária e a capacidade contrátil da musculatura uterina. Outro aspecto importante são as injúrias que podem acontecer durante os partos consecutivos e que , apesar de raras, podem afetar as estruturas do trato competente e consequentemente todo o processo de involução e “reestruturação” das estruturas reprodutivas. Percebemos aqui que não somente a idade, mas que a quantidade de parições praticadas irão interferir na sanidade ginecológica da nossa égua. Hormonalmente falando, o cio do potro acontece de maneira idêntica aos demais, ou seja, não há interferência negativa neste aspecto quando comparamos a fertilidade entre os cios. Outra dúvida recorrente se refere a escolha por inseminação artificial ou monta natural especificamente neste período. Como já descrito, o esperado para este momento é um ambiente uterino em condições ideais para a concepção mas não raros são os casos em que a égua encontra-se ainda em processo de limpeza uterina. Sendo assim, a inseminação artificial surge como uma maneira de minimizar os riscos de contaminações e garantir melhores resultados já que o contato direto com o garanhão não ocorrerá e o processo de cobertura se dará de maneira mais asseada. É função do médico veterinário avaliar o animal de forma detalhada e individual, bem como conhecer os fatores que envolvem a fisiologia reprodutiva para que escolha entre a utilização ou não do primeiro cio seja feita de forma correta e justa. A abolição de protocolos e padrões pré estabelecidos se mostra necessária e totalmente justificável quando lembramos que nosso foco está na saúde animal e que assim como seu próprio temperamento , é o que os tornam únicos. À disposição para sanar dúvidas e referenciar leitura em: emprenareproequina@gmail.com Tassiana Barros Neves - CRMV 10728-PR.

Cio do potro: usar ou no usar?

Mulher no Campo

Mulheres do Agronegócio

Integração Lavoura Pecuária
No ano de 2014, um projeto de extensão rural, trouxe a minha realização como profissional, mostrando resultados reais aos produtores, onde o manejo da propriedade rural deve ser realizado de forma holística. Como moro em uma região onde a agricultura é extremamente forte, com suas coxilhas de ouro de soja, para entrarmos com a pecuária mostrando seus resultados reais, um conjunto de fatores foi estudado e trabalhado com a Integração Lavoura Pecuária facilitando a geração de divisas e também a eficiência de uso da terra. Para realizar-mos esse projeto, objetivou-se o acompanhamento de touros HEREFORD pastejando exclusivamente pastagem de trigo duplo propósito BRS Tarumã nas condições da Fazenda Librelotto, localizada na município de Boa Vista das Missões - RS, para determinar o ganho de peso por animal e por hectare. O cultivo do trigo de duplo propósito (pasto e grão) BRS Tarumã foi antecedido pelo cultivo de milho. A semeadura foi realizada utilizando 150 Kg de sementes viáveis por hectare, sendo a adubação de base com a utilização de 300 Kg do formulado 10-20-10 e adubação de cobertura com 300 Kg de N|ha na forma de ureia. A área destinada para o projeto foi de sete hectares. Foram utilizados 12 touros da raça HEREFORD, em média com dez meses de idade, os quais pastejaram o trigo BRS Tarumã durante 73 dias. No dia da entrada dos touros na pastagem e a cada 21 dias eram pesados após um jejum completo (líquido e sólidos) de 14 horas. Considerando os 63 dias "experimentais", sendo que os 10 primeiros dias foram de adaptação dos animais na pastagem, cada touro aumentou praticamente 100 Kg, cujo o ganho médio diário (GMD) foi de 1,582 Kg, o qual demonstra o valor nutricional da pastagem e o potencial genético dos animais. É de fundamental importância para os produtores rurais que trabalhem com o SILP, uma vez que maiores produções por animal e por hectare favorecem a lucratividade da empresa. O período de pastejo determinado em 73 dias é o limite fenológico para iniciar o manejo do trigo para a produção de grãos. O SILP é realizado por estação, ou seja, durante as estações quentes realiza-se o cultivo de milho ou de soja e nas estações frias o cultivo de pastagens para produção animal. Porém espécies como o trigo de duplo propósito acelera ainda mais os benefícios do SILP, visto que no momento do cultivo ocorre produção animal e vegetal, sendo que a receita oriunda do ganho de peso muitas vezes é suficiente para cobrir a maior parte das despesas de custeio com a implantação e cultivo do trigo, de modo que a maior parte da produção de grãos pode ser o lucro da estação de inverno. Ressalto que o manejo do trigo de duplo propósito possibilita ao produtor desembolsar menos com fungicidas, pois na época de aplicação os animais estão pastejando e também ameniza possíveis perdas com geadas, nas condições do Rio Grande do Sul. Com a oportunidade de realização desse trabalho, convivendo com a realidade do produtor, que realiza com sucesso o Sistema de Integração Lavoura Pecuária de Corte, e posteriormente socializar essas experiências, resultados, através de Dia de Campo, mostra as inúmeras potencialidades do Campo! Potencialidades do Campo, da pastagem, da raça HEREFOR! O Campo nos move... Nos leva além... Fotos: Leticia Ferrari Rodrigues

Integrao Lavoura Pecuria

Bem estar Animal

A vida do campo

Embrapa apoia o desenvolvimento de políticas públicas da Seapi contra o carrapato bovino e a TPB
Várias discussões em torno do tema carrapato bovino vêm sendo feitas, ao longo dos últimos anos, no estado do Rio Grande do Sul. Em 2012, a Embrapa Pecuária Sul promoveu o encontro entre pesquisadores e docentes da área de controle parasitário buscando alinhar ideias e unir forças para a problemática do carrapato e outras parasitoses. Quatro anos depois deste encontro, profissionais especializados no tema de controle do carrapato bovino e da tristeza parasitária bovina se uniram à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do estado (Seapi) para auxiliar no planejamento, gestão e execução de ações que apoiem produtores e técnicos no encontro de soluções para os problemas enfrentados nas propriedades rurais. Em 2016, foi publicada uma portaria formalizando a atuação deste grupo, intitulado Grupo Técnico do Carrapato, composto por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul, Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), Unipampa, UFRGS, Urcamp, UFPel, UPF, técnicos da SEAPI, CRMV/RS e pesquisadores aposentados destas instituições. "Em 2016, o grupo se reuniu para definir estratégias de ação e desde o início de 2017, o GT tem realizado cursos para o aperfeiçoamento de técnicos no tratamento do problema. Temos que usar de forma eficiente e estratégica as formas de controle disponíveis para minimizar o problema do carrapato, daí a importância do aperfeiçoamento de veterinários para o acompanhamento técnico de qualidade", conta a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Claudia Gulias Gomes. O quinto encontro, promovido pelo GT do Carrapato, foi realizado entre os dias 10 e 11 de outubro, na Embrapa Pecuária Sul. A partir de 2018, o grupo irá focar em capacitações para médicos veterinários autônomos e extensionistas rurais. Além das capacitações, entre as estratégias de controle estadual do carrapato bovino estão a padronização das técnicas de diagnóstico de resistência a carrapaticidas (biocarrapaticidograma) entre as instituições colaboradoras e a promoção destes testes oferecidos por meio desta rede de laboratórios credenciados. O biocarrapaticidograma é oferecido por universidades e laboratórios e, de forma gratuita, pela Embrapa Pecuária Sul e pelo IPVDF. O objetivo da rede de laboratórios é facilitar a realização de testes que demonstrem qual acaricida funciona ou não, de acordo com cada caso, em vez de escolher um produto aleatoriamente para tratar o carrapato. Outro obstáculo a ser transposto, segundo o coordenador do grupo, Ivo Kohek, da Seapi, é a subnotificação de casos de TPB. Entre 2009 e 2016, foram notificadas 10 mil mortes por ano causadas pela doença. "Consideramos que estas 10 mil mortes anuais por TBP notificadas na Secretaria representam um número muito aquém da realidade, pois a maioria das mortes de bovinos não é devidamente diagnosticada por meio de um exame específico para Tristeza", conta o coordenador. "Em 2015, tivemos 351 mil notificações de óbitos sem diagnóstico, mais outras 115 mil, em 2016. Precisamos saber quais entre essas 460 mil mortes são de TPB, para que possamos começar a computar", explica Kohek. De posse de um número preciso de mortes causadas pela doença, poderiam ser fomentadas melhores políticas públicas para controlar e reverter a situação no estado. De acordo com uma pesquisa realizada em uma dissertação no Curso de mestrado do IPVDF, cerca de 50% das compras de acaricidas são feitas por indicação de balconistas de loja veterinária. "Isso está totalmente errado, pois quem vende tem os interesses comerciais. Nós temos de parar de estimular essa cultura de "use aquilo que eu usei, ou use aquilo que a internet está vendendo. Por isso a importância de usar o biocarrapaticidograma para pautar a escolha do acaricida e ter a orientação técnica qualificada ", explica Kohek. "Cada caso de propriedade com carrapato é único e o tratamento deveria ser pensado não somente pelo viés produtivo. Se o produtor quiser mesmo reverter uma situação problemática de carrapato, às vezes é preciso que seja feita uma operação violenta de manejo na propriedade. Sem isso não tem como resolver muitos dos casos", garante o professor da Urcamp Guilherme Collares, que é um dos integrantes do GT. Para Claudia Gulias Gomes, pesquisadora da Embrapa que tratou o tema de resistência aos antiparasitários, é fundamental que os produtores busquem a associação do uso consciente de carrapaticidas a medidas não químicas. "É importante ainda reduzir a frequência de tratamento e a exposição do tratador à toxicidade dos produtos, bem como o risco de resíduos químicos na carne e no leite', enfatiza. Entre as medidas não químicas apontadas pelos pesquisadores está o manejo de campo, como o uso de técnicas de pousio das pastagens. A pesquisadora Claudia também destacou a importância do investimento em potreiros de quarentena nas propriedades para evitar a introdução de parasitos resistentes . Além disso, é fundamental que o produtor tenha anotado todos os tratamentos efetuados no rebanho e lance mão do biocarrapaticidograma para saber qual produto ainda pode ser eficaz. Os técnicos da Seapi também foram alertados sobre a importância de ensinar ao produtor o reconhecimento das fases de desenvolvimento do carrapato e como ensiná-los a coletar corretamente os carrapatos para a realização do biocarrapaticidograma. Outro assunto tratado foi a coleta de material para exame laboratorial da TPB. Quando o animal está doente ou morre, é importante coletar o material corretamente, para aumentar a precisão do diagnóstico. "Fechar o diagnóstico é importante por dois motivos no caso de Tristeza. No caso pós-morte para notificar corretamente e, para quando o animal está doente, para identificar se é babesia ou anaplasma. Por mais que existam medicamentos que atuem contra os dois, existem medicações específicas também. Tendo o diagnóstico de certeza podemos partir para a medicação específica", explica a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Emanuelle Gaspar.

Embrapa apoia o desenvolvimento de polticas pblicas da Seapi contra o carrapato bovino e a TPB
Camineira