#vidadocampo

Colunistas

Artigos sobre o Agro Negócio

Manejo do terneiro pós parto - prevenção e gestão
Padrão operacional de manejo do terneiro pós-parto previne perdas produtivas e é suporte para a gestão na pecuária. Em grande parte dos sistemas de produção pecuários do RS, que fazem o processo de cria, a base forrageira utilizada é o campo nativo. Em virtude disso, nos meses de agosto, setembro e outubro é onde se concentra o maior número de nascimentos, compatibilizando o período de maior exigência das vacas com o rebrote do campo. Em razão deste importante momento dentro da cria, é indispensável fornecer boas condições sanitárias e nutricionais, não somente para as vacas, mas também para os terneiros que serão receita e/ou reposição de estoque para a recria. Inicialmente, elaborar um manejo padrão pós parto, descrevendo cada etapa e sua função em sequência para que sejam efetivados a campo, fazendo com que a aplicação seja garantida na íntegra em todos os terneiros, sem esquecimento de algum procedimento ou desinformação, independente da alternância ou revezamento de pessoas que estiverem efetivando o trabalho ao longo de toda a parição. Cada propriedade tem suas particularidades, preferências e controles, porém, para ilustrar um padrão de manejo do terneiro no pós-parto aplicado em algumas propriedades de cria com produção comercial, o que norteia o trabalho a campo, e que pode ser incrementado ou algum ponto substituído de acordo com os pontos anteriormente descritos. O importante é que se faça e que cada propriedade tenha o seu padrão: Após a construção do padrão desse manejo na propriedade, com o consentimento do veterinário, capataz e proprietário da propriedade, é importante que o mesmo seja impresso e colocado as vistas no galpão ou local em que o pessoal de campo esteja presente na rotina e facilite sua visualização. Para evitar extravio ou perda das informações coletadas a campo, deve se manter com certa periodicidade (diariamente ou semanalmente) o banco de dados central atualizado (planilha no computador ou um caderno) que fique de maneira permanente e segura os registros. Esse manejo é muito importante em vários aspectos dentro da propriedade, à nivel sanitário, de manejo e facilitação do trabalho citamos alguns principais como: - prevenção de enfermidades umbilicais; - evitar a existência de animais com produção comprometida (subdesenvolvimento, poliartrites, etc...) - prevenção de mortalidade; - terneiros órfãos e/ou subnutridos; - castração facilitada; - melhora do controle a campo pelos brincos identificadores... À nível de gestão da propriedade, o controle, registro de dados nesse processo é indispensável no suporte para as tomadas de decisão das atividades como: - percentual de terneiros nascidos no primeiro mês de parição; - percentual de mortalidade do nascimento ao desmame; - planejamento reprodutivo; - seleção de matrizes; - relação do peso ao desmame x mês de nascimento (influência genética e de idade); - relação da repetição de cria x mês de parição... Em suma, a instituição de um padrão operacional de manejo do terneiro pós parto é uma ferramenta simples, prática, de baixo custo e de fácil implementação em qualquer propriedade pecuária. Mostramos o padrão compatível com a realidade de algumas propriedades, esperamos que o mesmo possa servir para nortear a construção do padrão de cada um, baseado em cima dos desafios e realidade de cada propriedade. Mais importante que incrementar a parte teórica é realmente aplicar na prática.

Manejo do terneiro ps parto - preveno e gesto

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Patrimônio Cultural da Argentina
Estamos muito orgulhosos de comunicar que ontem, o Cavalo da Raça Crioula foi declarado pela Honorável Câmara dos Deputados do Congresso da Nação como Cavalo Nacional e Patrimônio Cultural da Argentina. As bases excelentes para a sanção desta Lei são que "o cavalo é importante para a Argentina”. O arquétipo argentino do gaúcho não seria tão sem cavalo e, graças a isso, formamos uma cultura equestre, que, como todo o seu tipo no mundo, tem certas características próprias e comuns, como elas as têm dos mongóis, aos árabes ou aos americanos . Espírito de liberdade, respeito, humildade, vida na natureza, orgulho, suficiência, dignidade, são algumas das características das pessoas a cavalo. Por essa razão, a nossa nação concede proteção legal à nossa corrida de cavalos, tem a relevância da preservação da nossa, com características do patrimônio comum e da conservação de uma biodiversidade única, que ocorre na área do nosso continente ", Federico Pinedo manteve em sua apresentação perante o presidente do Senado da Nação. "A Associação, cujo principal objetivo foi a disseminação e promoção da criação da raça crioula, desenvolveu um padrão do mesmo que permitiu a seleção e disseminação do cavalo crioulo, conseguindo desta forma recuperar o prestígio da raça e tornando-se o detentor ciumento dos registros genealógicos, que teve como objetivo "... salvar, já à beira do desaparecimento, esta raça autóctone", continua a escrita de Pinedo. Como já sabemos, o cavalo crioulo é amplamente conhecido pela famosa jornada que começou em abril de 1925, feita pela professora suíça Aimeé Tschifelly nos cavalos crioulos Mancha e Gato: uma viagem de Buenos Aires a Nova York. Ambos os animais, dados a Tschifelly pelo Dr. Emilio Solanet, criador e fundador da raça crioula; e um dos co-fundadores da Criollo Horse Breeders Association na Argentina. Assim, dada a importância do cavalo argentino durante a época colonial e a independência, nossa raça crioula é declarada como Cavalo Nacional e Patrimônio Cultural da Argentina. Fonte: Asociación de Criadores de Caballo Criollos Foto: Gato y Macha

Patrimnio Cultural da Argentina

Atravessando Fronteiras

Colunas Internacionais

Podería ser um domingo qualquer.
Há algum tempo, os rodeios na Argentina têm uma parcela de incerteza que multiplica a ansiedade antes da final. Tudo começa na sexta-feira de manhã, com uma primeira série muito grande. Onde você vê mais erros e é mais aberto. Mas alguns já começam a se classificar como favoritos. A série de sábado tem um nível superlativo, parece que a taxa de erro foi reduzida a quase zero. De lá vêm as yuntas que faltam para completar os doze finalistas. Havia sete da primeira série e cinco da segunda série. Desta forma, a lista daqueles que serão finalistas está armada. Mas ambas séries afirmam suas vítimas, ex-campeões ou grandes yuntas estão fora. A prévia de um domingo que poderia (não é) ser qualquer um é uma mistura de adrenalina e ansiedade. Os amigos e familiares de cada uma das yuntas buscam localização no "verde" (dessa cor são as arquibancadas). Nas primeiras quatro vacas, as cartas são jogadas fora. Um panorama começa a surgir. Pierella-Nicolino confirma o favoritismo, assim como Duré-Sieber, que por falta de um tem dois yuntas em ótimo nível. Os irmãos Tronconi, que haviam vencido o último terço, confirmaram que não era um acaso. Os irmãos Skansi também afirmam que eles devem combatê-lo. Os favoritos na casa de apostas não decepcionam e querem escrever outro capítulo com La Loma como campeão. Embora alguns zeros os deixassem correndo de trás para as duas yuntas de Cara Cara Aña. Eles pareciam vir em um ritmo constante, mas o jugo das éguas escuras perdeu uma vaca. Com o qual estavam com a yunta da Invernada e Escaramuza, éguas muito dúcteis, além de vaqueiras e de morfologia muito bonita. Com o sistema atual, eles foram os últimos a correr. Os irmãos Tronconi já haviam corrido, cumprindo sua tarefa de uma maneira boa. La Loma também cumpriu em pegar suas duas vacas. Mas ele teve um importante partido para jogar a Luiggi e Claudio. A pesagem está certamente pesando essa responsabilidade. Mas eles tiraram o profissionalismo deles, eles fecharam a sorte que tinha sido elusiva para eles, e eles pegaram suas duas vacas e ganharam o Campeonato de Rodeios de 2018.Salud Campeões, eles ganharam em boa lei!

Podera ser um domingo qualquer.

O Veterinário

Sanidade animal

Preparação atletas véspera da Grande Final
Em véspera da concretização de todo um ciclo de trabalho através da final do freio de ouro, observa-se claramente a intensificação de condutas por parte dos treinadores e envolvidos no que diz respeito a manejo e preparação dos equinos. São muitos os detalhes a serem afinados desde o treinamento propriamente dito até o acondicionamento e zelo para com os animais no sentido de que tudo saia da forma mais perfeita !! O envolvimento de todos torna-se contagiante ao mesmo tempo que complexo, desde tratadores, treinadores, veterinários e criadores os quais focam suas ações e esforços com um mesmo objetivo : "O Pódio". Neste âmbito muitas condutas e ações devem ser cuidadosamente desenvolvidas pois na intenção de aperfeiçoar podemos alterar uma continuidade de manejo ao qual o animal não está adaptado (ex: aumento ou alteração da alimentação, treinamento mais intensivo, repetitividade de exercícios etc) que no sentido de tentar aperfeiçoar ou melhorar podem acarretar problemas não só de natureza técnica mas também de saúde .. São comuns os casos de síndromes por excesso alimentar , problemas ortopédicos, problemas infecto-contagiosos etc frente a comum alteração de conduta a qual em sua grande parte levam os atletas a supressões orgânicas e imunes deixando-os expostos e susceptíveis a adversas condições de saúde em véspera de competições e muitas vezes até mesmo terminando por encerrar um grande sonho de todos os envolvidos. Tudo está relacionado a um grande comprometimento frente à importância que hoje esta competição representa para todos os apaixonados não só pela raça mas pelo equino desportista provando cada vez mais o quão contundente se torna este evento podendo modificar em certos períodos a rotina diária não só dos animais mas também de todos os envolvidos ..

Preparao  atletas vspera da Grande Final

Bem estar Animal

A vida do campo

Você, produtor, já entendeu tudo sobre o Funrural?
O tema é extenso e complexo, mas vale a pena abordar um pouco do histórico do Funrural, até que se tornou a chamada "contribuição previdenciária rural" de 1967 e até os dias de hoje; também quais foram os casos julgados envolvendo este assunto no STF e a diferença entre uns e outros quanto aos seus efeitos para o produtor rural. O que levou à paralização da cobrança do Funrural anos atrás? Há alguma expectativa de paralização do recolhimento vigente em longo prazo? O histórico do Funrural é extremamente longo, hoje chamado contribuição previdenciária rural, mas originariamente criado por seu nome popular, em 1967, pelo Decreto-lei 276, à época provedor dos recursos do Prorural – Programa de Assistência ao Trabalhador Rural, por incrível que pareça, sobre a contribuição de 2% sobre "o valor comercial dos produtos rurais", o que veio a ser alterado em 1989 para o “total das remunerações pagas durante o mês aos segurados empregados” e voltou em 1991 como "receita bruta proveniente da comercialização da sua produção", o que tem sido alvo de discussões até o presente momento, por uma série de motivos, todos de ordem CONSTITUCIONAL (isonomia, economia etc.) e que, gostemos ou não, somente o Supremo Tribunal Federal poderá nos trazer a palavra final, a expectativa fica por conta do Recurso Extraordinário 71.8874, quem trouxe à tona todas as últimas novidades e ainda não "transitou em julgado" (quando não cabem mais recursos) e a esquecida Ação Direta de Inconstitucionalidade no. 4.395, em que acredito mais, pelos efeitos que a mesma produz e que sequer entrou nas pautas de julgamento do Supremo até o momento. De quem é a obrigação de pagar o Funrural? Como funciona a cobrança entre pessoas físicas, na negociação de reposição? A compreensão exige um conhecimento sobre a constituição básica de qualquer contribuição e impostos que são basicamente o fato gerador, a base de cálculo e a alíquota, os quais, no caso da contribuição previdenciária rural (Funrural) são várias situações entre pessoa física e jurídica, recomendamos leitura ao artigo já publicado em nossa coluna da Scot Consultoria sobre a esquematização no caso da pessoa física. Clique aqui. Resumindo, se o produtor vende para outro produtor pessoa física, após negociar produtos agrícolas ou pecuários com vizinhos, paga. Se negocia mercadorias com consumidores finais, paga também. Quais as diferenças de quem faz o pagamento como pessoas física e como pessoa jurídica? Há diferença de valor da alíquota? Sim, há diferenças, assunto de mesma complexidade na compreensão tal como da pessoa física, a qual tivemos que esquematizar para melhor visualização, com o problema de que, se tratando de pessoa jurídica, inexiste até mesmo uma previsão expressa e clara sobre a lei aplicável, visualizando-se normativas de Receita Federal para os casos e valendo resumir que produtor rural pessoa jurídica (firma individual ou sociedade empresária) ou agroindústria (pessoa jurídica que desenvolve atividade de produção rural e de industrialização própria ou adquirida de terceiros) possuem, no primeiro caso, uma substituição à folha de salário com contribuição no percentual de 2,6% (2,5% + 0,1% RAT/SAT) sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção e a segunda (agroindústria), em substituição à folha de salário, o mesmo percentual de alíquota e base de cálculo, cujo fato gerador será a da industrialização de produto rural próprio e/ou de terceiros. Por isso, agropecuária ou agroindústria, ambos submetidos à contribuição previdenciária nos termos da Lei 8.870/94 ou 8.212/91, cabe análise sobre qual é a base de incidência, entre "valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção" ou aquele decorrente da comercialização de sua industrialização com produtos próprios ou de terceiros. Quais foram as principais mudanças do Funrural em 2018? Mudança de alíquota de 2% para 1,2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção e a promulgação do Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) sancionado dia 10 de janeiro para que produtores renunciem alguns direitos em troca de confessar e parcelar suas dívidas. Quais são as consequências do produtor que não efetuar o pagamento do Funrural? Sofrer execuções fiscais, impedimento de certidões negativas para obtenção de crédito e tudo mais que destas certidões couber, bloqueios de bens para as execuções já em fases adiantadas e até mesmo crimes tributários diante da falta de repasse das contribuições previdenciárias. E para o produtor que tem débitos, como proceder com as multas e juros? O produtor deve buscar esclarecimentos e informações na Receita Federal e na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), além de buscar o auxílio contábil junto a seus profissionais para fazer um profundo levantamento de tudo que, eventualmente, deixou de ser recolhido. Em seguida, observar atentamente aos procedimentos para adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), pago inicialmente parte da dívida e o restante em até 176 prestações, reduzidos 100% de juros dos débitos a serem parcelados, mas ciente de que tal adesão implica confissão e reconhecimento irretratável, o que somente poderia ser revisado conforme a decisão que vier do STF. Enfim, cada caso é um caso. Por: Pedro Puttini Mendes, consultor jurídico agroambiental. Fonte: Scot Consultoria

Voc, produtor, j entendeu tudo sobre o Funrural?