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✔ Crescimento é o recado do agro para o novo presidente
Previsão da safra 2019 é de 238 milhões de toneladas de grãos, quase 5% mais do que este ano A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, a produção estimada para o primeiro levantamento da safra 2018/19 indica um volume entre 233,6 e 238,5 milhões de toneladas, com uma variação entre 2,5 e 4,7% a mais do que a safra passada. Isso significa que a produção nacional poderá aumentar entre 5,6 e 10,6 milhões de toneladas. Os números estão no 1º levantamento da safra de grãos deste período, divulgado nesta quinta-feira (11), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isto significa que no agro, seja qual for o presidente eleito no próximo dia 28 de outubro, os produtores rurais vão manter a trajetória do crescimento. Nas principais culturas do país, a soja pode alcançar uma produção entre 117 e 119,4 milhões de t, enquanto o milho total pode chegar até 91,1 milhões de t. Estima-se que a primeira safra de milho pode ser maior em relação à passada, alcançando entre 26 e 27,3 milhões de t, enquanto a segunda seria de até 63,7 milhões de t. Outras culturas também destacaram-se com a estimativa de aumento da produção, como o algodão, amendoim, feijão-comum cores e girassol. No caso do algodão, o bom desempenho das cotações da pluma, tanto no mercado interno quanto no externo, estimulou os produtores a investirem na lavoura, sendo esperados incrementos recordes na área plantada. Em relação ao milho, a grande aposta dos produtores é a expectativa de normalização das chuvas para a temporada que se inicia. O mercado mostra-se promissor e vem se fortalecendo a cada ano, com as alternativas de exportação para o mercado chinês, os reflexos da taxa de câmbio e a fabricação de etanol a partir de milho, além do forte mercado interno produtor de proteína animal. Área plantada, O estudo mostra também que a definição da área plantada do milho está condicionada à evolução do clima nos próximos meses, que estimulará, caso ocorra normalização das chuvas, o uso de um pacote tecnológico avançado, fato não ocorrido na temporada passada. Sendo assim, a estimativa de área total deverá apresentar forte incremento, com um intervalo de 16,6 a 16,8 milhões de hectares. Já a soja vem se consolidando como o principal produto na evolução do agronegócio brasileiro e que tradicionalmente impulsiona o incremento da área nacional produtora de grãos, apresentando, neste exercício, intervalo entre 35,4 e 36,2 milhões de hectares. Com relação à área total de grãos no país, a perspectiva é de aumento de 0,2 a 2,3% para o plantio da safra 2018/19, que poderá variar de 61,9 a 63,1 milhões de hectares. Fonte: Globo Rural/adaptado por Cosas del Campo

✔ Crescimento  o recado do agro para o novo presidente

Colunistas

Artigos sobre o Agro Negócio

A questão do Chile...
A questão do Chile sob outro viés Volta e meia a questão do Chile com a FICCC volta à tona. Sem produção de teses novas, estaciona-se na matéria de fundo, nitidamente nacionalista. Um artigo do criador chileno/texano RANDALL RAY ARMS resume as razões pontuais da insubordinação chilena. Segundo o referido publicista, o ingresso (ou reintegração) do Chile à FICCC se constituirá em "autodestrucción en la raza" de cavalos "PURA RAZA CHILENA", movida exclusivamente por interesses comerciais e ocultos de criadores chilenos "de alto nível". Segue o criador dizendo que o Chile possui 115 anos de registro e mais do que 470 anos de criação conhecida. Assim, uma aproximação à FICCC só se justificaria pela ótica de intercâmbios internacionais, porém jamais na qualidade dela como entidade de organização da raça cavalar chilena. Uma corrente chilena defenderia contra mesmo à criação de registro paralelo no Chile (por meio da FCCCH - uma federação de cavalos crioulos chilenos) e se revelam incomodados, em especial, com a possibilidade de concorrerem cavalos de "pura raza chilena" com exemplares filiados à federação de crioulos ou mesmo cavalos crioulos oriundos dos demais países. Aliás, sobre os crioulos criados nos países da FICCC, as perspectivas são ainda mais rigorosas, porque se resumiriam a meros "mestizos", produtos de heteroses de "razas distintas que no transmitirán tan fielmente suas cualidades en la reproducción". Do ponto de vista dele, um retrocesso qualquer competição envolvendo cavalos mestiços (os nossos crioulos) com os cavalos de "pura raza chilena" e que jamais seria possível imaginar ou admitir que um crioulo pudesse alcançar um "champion en la medialuna o en las canchas de exibición", pois se daria o começo do derrubamento da raça chilena. Bom, opiniões assim não contribuem com a retomada das conversações e pecam pelo exagero. Enquanto houver espaço ao diálogo, a unidade deve ser buscada. Penso que são fortes as evidências de erro de condução da questão pela FICCC. É só a gente lançar um olhar retrospectivo à evolução da raça crioula no Brasil. As informações históricas disponíveis dão conta de que por 1850 a 1918 se defendia "regeneração" do cavalo local por meio de cruzamentos com PSI e árabes. Isso acontecia sob forte influência dos militares que buscavam cavalos de maior tamanho. Dizem os escritos da época, ademais, que muitas criações se utilizaram de tais cruzamentos, fato confirmado por cabeças e orelhas de PSI vistas em silhuetas de cavalos crioulos. Obviamente, a partir da unificação do padrão racial, os efeitos das miscigenações resultaram mitigados e só muito mais tarde a gente do cavalo crioulo firmou o tipo adequado quando cruzou o cavalo crioulo com o cavalo crioulo chileno ou de "pura raça chilena". Na prática, à medida que PSI e árabes trocaram material genético com os crioulos da época, pergunto aos amigos que diferença faz para "nosotros" se o cavalo que vem do Chile é crioulo ou de "pura raza chilena"? É notório que a "pura raza chilena" está geneticamente mais próxima do que qualquer outra raça, tendo servido, inclusive, como fixadora do atual tipo brasileiro. Suspender o Chile e manter a suspensão, porque uma questão nacionalista deles impede a mudança de nomenclatura, talvez se revele falta de bom senso. Impedir o ingresso do sangue chileno - sem causa cientificamente arrazoada - constituirá erro histórico que a raça crioula pagará daqui a alguns anos. È por isso que as partes envolvidas (Chile e FICCC) devem voltar à mesa de negociação e transigirem ambas em nome da genética. O que os amigos pensam a respeito?

A questo do Chile...

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

" Aprender dos erros, é uma coisa que nos faz crescer..."
Com 37 anos, hoje ele é casado, e tem uma filha de dois anos, a Luísa. Formado em Medicina Veterinária, e morando em Santo Antonio da Patrulha. Não poderíamos estar falando de outra pessoa: Cesar Augusto Schell Freire...sim, o "Guto", como todos o conhecemos. Ele... que é exemplo na arte de treinar cavalos para muitos, e tem tantos Freios de Ouro guardados em casa. Mas, como foi tudo isso? Como foi chegar até lá?. Depois de uma conversa com ele, o ginete "ouro"... vamos a contar a trajetória dele, pra você, leitor. Foi com 5 ou 6 anos que ele montou pela primeira vez, momento que marcou a vida dele, pois se encantou por cavalos e sobre todas as coisas, se encantou pela arte de montar. "Cavalo é um animal que conquista a todos!", afirma Guto. Mas enquanto tudo isso acontecia, ele, criança ainda, teve que mudar de cidade com os pais. O que o pai sempre lembra a ele que ficava com febre, adoecido, mole... e tudo isso, era porque não tinha seus cavalos para montar. Isso tudo, era primário, pois não sabia o que viria depois, a verdadeira paixão da vida dele: O Freio de Ouro. Foi com 13 anos, logo de que o pai adquirisse umas éguas da cabanha Butiá e de que passa-se as férias de Julho com o Marcelo Bertagnolli, que ele assistiu pela primeira vez a prova, e a partir daí, não ficou nenhuma dúvida, era isso o que ele queria fazer: treinar cavalos para o Freio de Ouro. "É isso o que eu quero fazer: ganhar o Freio de Ouro", afirma o menino na época. Hoje, ele ainda lembra desse momento, e conta os anos, especificamente se passaram 17 anos até conquistar seu primeiro Freio de Ouro. E como começou tudo? Essa trajetória ao Freio de Ouro? Dois anos depois de ter assistido a final do Freio de Ouro, e indo todas as férias para a cabanha Butiá, e fazendo cursos de rédeas como por exemplo com Jango Salgado, foi que ele correu a sua primeira credenciadora ao Freio de Ouro, pois ele também lembra, que antes, nos únicos lugares que ele competia era em provas de rodeio, nenhuma prova oficial. Mas... voltando a credenciadora, ele lembra... "Foram horríveis, não consegui nem passar para a segunda fase", lembra. Mas seguiu em frente, seguiu tentando e nunca desistiu. Novos cavalos e novas oportunidades chagaram... Como nada acontece por acaso, foi em um leilão, que o pai de Guto compra uma égua prenha de Santa Elba Comediante. Égua que pariu uma fêmea, o RP 01, que iria para a doma de Guto, e o faria correr a primeira final do Freio de Ouro, no ano 2002. 06 anos depois de ter corrido a primeira prova. Embora entre meio dessa égua, correu outros cavalos, credenciando alguns, mais nunca passando pra grande final. Foi depois de correr a primeira final do Freio de Ouro, que proprietários de animais se interessaram no trabalho dele, e começaram a mandar cavalos para ele. Isso fez com que o Guto e o pai dele vendessem seus cavalos, e, começar a treinar só de terceiros. 2005 foi o ano da formatura, e depois dali, foi só pra frente. 2006, 2007, e 2008 foram anos de vários cavalos correndo a grande final. Embora o 2008 tenha sido o ano em que conseguiu passar para o domingo do Freio de Ouro, com uma égua de doma dele. A partir desse ano, não teve um domingo sem a presença do Guto na grande final. 2010... se consagra como o ginete do ano, correndo 12 animais a grande final. 2011... o grande momento: a conquista do Freio de Ouro, com RC Reclusión da Carapuça. 2012... outro grande momento: a conquista do Freio de Ouro nos machos, com Balaquero do No No Hay. 2014... outro freio de Ouro com Destaque da Maior. 2015... Freio de Bronze com Quinchero de Santa Angélica. 2016... Freio de Prata com Mate Amargo. Além de 05 anos, como o ginete do ano. É... vemos aqui, que depois da tormenta, o sol sempre sai. "Nem tudo sempre é cor de rosa", afirma Guto. Mas ele nunca pensou em desistir, nunca pensou em parar, porque ele estava seguro que era isso que queria para a vida dele. Ele diz que cada vez que saia de uma prova, tentava olhar naquilo que foi ruim, para não cometer o mesmo erro. "É muito fácil sair de uma prova botando a culpa nos jurados, no cavalo, ou no gado. Mais o mais importante, e o mais difícil de fazer, e você sair de uma prova pensando no que você errou para que aquilo não tivesse acontecido", diz Guto. "Aprender dos erros, é uma coisa que nos faz crescer...", afirma. Mas... vamos falar de coisas lindas? De emoções fortes? Como será que foi para o Guto ter ganhado, conquistado o Freio de Ouro? "Foi uma emoção indescritível, foi a realização de um sonho que eu lutei durante 17 anos", diz. "Sem dúvidas que não tem como descrever, você não sabe a dimensão daquilo, você não sabe como viver aquilo!", e a cada conquista, a emoção só crescia. E terminando... como não poderia ser diferente, qual é o conselho que ele deixa para os que estão iniciando? "Nunca desistir, sempre ir atrás, sempre buscando melhorar, sempre estar aprendendo", diz Guto, que deixa uma frase para todos... "Na arte equestre tudo que se sabe nada é, comparado ao que se resta aprender". Lindo tudo isto, né? É outro exemplo, para todos nós, que é obrigação de parte nossa ir em busca de nossos sonhos. E como falou Guto... "Pro passado, muito obrigado!, pro futuro... vamos seguir treinando!" Aplicável pra tudo, né? Para a vida, para os cavalos, para tudo o que valer a pena... Borá lá gente, que os sonhos, a gente tem que conquistar! Texto: Maria Eduarda Sanes

Criadores

A paixão por criar

Acompanhe algumas dicas importante da UC sobre alimentação dos cavalos em situações diferentes do dia a dia
A gente sempre está focado em falar de alimentação de uma forma geral, mas existem alguns detalhes na alimentação do cavalo que são importantes. Então, vamos criar uma situação aqui para exemplificar. Você resolveu que sábado vai viajar com o seu cavalo para uma prova e quer saber o que fazer. Pode dar comida e embarcar? Será que vai dar cólica? Vai fazer mal ou não? Primeiro de tudo, saber que horas começa o evento que você vai, seja ele qual for. Se a cavalgada vai sair às nove, ou se a prova começa às sete. Independente de horário, é importante que seja a primeira coisa que procure saber. Daí, precisamos saber quanto tempo levará a viagem. Se duas horas, três ou mais. Se tem que sair um dia antes. Na UC, a gente sempre vai ter, no caminhão ou no trailer, feno a vontade. Nas redinhas ou nas sacolinhas. Os cavalos, durante a viagem, podem comer livremente. Alguns comem tudo, outros não. Com relação ao concentrado, ou ração se eu tenho o costume de dar ração com uma hora de antecedência ao embarque, eu dou. Se eu tenho cavalos que são mais predispostos a cólica, eu não dou, mesmo que seja uma hora antes do embarque. Se eu sei que meu cavalo é mais sensível, sente a viagem, eu dou a ração uma hora antes de sair para a estrada. O fato é que caso você opte por não dar a ração nesse período, não vai fazer mal a nenhum cavalo. Especialmente se durante a viagem ele tiver feno à disposição. Então, para os cavalos, um bom volumoso substitui qualquer concentrado em qualquer hora. Não tenha medo de oferecer o feno livre durante a viagem. Agora, mais importante pode ser o que fazer depois que você chegou ao destino. A orientação é que sempre os horários de alimentação têm que ser corretos. Em um caso como esse já desregulou do que acontece no dia a dia. Mas o cavalo de competição ou aquele que precise viajar tem que aprender a comer quando tem a comida e não só no horário dele. Portanto, quando chegar ao local do evento, antes de qualquer outra coisa, cuide do lugar que os cavalos vão ficar. Dica: cuidado com cocheira de parque de exposição que tem dentro um coxo de água. Cheque a limpeza desse coxo. Confira também o tipo de cama que foi colocada. Pode acontecer de você chegar ao local e a cama de cocheira que usam ser bagaço de cana. Os cavalos vão querer comer com certeza, e qual o risco? Cólica. Então, sempre leve no trailer creolina, para fazer uma pulverização na cama para que os cavalos não queiram comer. Posto isso, providencie água para os cavalos, evitando os coxos comunitários. Prefira usar balde que levou de casa com água da torneira. E então, volte a regular a alimentação do seu cavalo para os horários normais, que ele está acostumado no dia a dia. Claro que, respeitando os horários de entrada em pista. Se for o caso, duas horas antes da sua passada, dê um pouco de ração. Mais perto do seu horário de competir, não é indicado. Faça esse cronograma, entre a saída de casa, chegada e possível horário que vai competir para pode definir. O evento fora de casa é temporário. É possível, portanto, adaptar, tirar, criar situações. Igual quando você sai de casa com seus filhos e chegou a hora do almoço e não tem como fazer a parada. Você oferece um lanche, mas não é algo que vai acontecer todos os dias. Pense sempre que uma semana sem comer ração vai fazer menos mal que um quilo de ração na hora errada. Fique atento! Fonte: Universidade do Cavalo

Acompanhe algumas dicas importante da UC sobre alimentao dos cavalos em situaes diferentes do dia a dia