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Criadores

A paixão por criar

Cabanha Campana...Um trabalho feito em família
HISTORIA DA CAMPANA Duas éguas que fariam a história de uma cabanha. Elas foram as encarregadas de dar o impulso para que Mário Moglia Suñé e Maita Dos Santos, começarem a construir seu proprio caminho no mundo do cavalo crioulo. Mário confessa que como todo caminho ao começo, é dificil... O que não siginificava que esta difucldade não serviria de impulso para sonhar, trabalhar, ter foco e fé para construir alcançar suas metas. Ano 85, Mário se forma, vai trabalhar com seu bisavó e o mesmo proporciona a ele a possibilidade de iniciar a criação física da Cabanha Campana na Estância Caneleira, onde está até hoje e já vai pelo seu RP 900 e pouco. Mas voltando aos ínicios... começam a se realizam os primeiros sonhos/projetos da Cabanha, Campana Farrapo um deles. Cavalo que foi muito bem planjeado, que carrega os inicios e as melhores sangues da Cabanha Campana. Pois Mário comenta que filho de quem ele é, BT Brazão do Junco, era um compromisso bastante grande na hora de planificá-lo, mas que dentro da reduzida manda da época se destacavam éguas capazes de fazer história. Além de existirem pessoas fundamentais neste proceso, como o tío dele, Roberto Suñé. Mas gerações novas deveriam de chegar, isso quer dizer que é hora de planejar novos acasalamentos. Foi através de uma exposição, onde participam importantes éguas da Campana, que surge a oportunidade de acasalar a reservada de grande campeã, Campana Candombera com o Muchacho de Santa Angélica. Foi a través desse acasalmento "por acaso", que nasce o Campan Guasquero... cavalo que faz derramar várias lágrimas de alegría a familia, Bocal de Prata, e se demonstra como um excelente pai. Sorte...claro. Mas também as oportunidades que a família do cavalo crioulo traz, sem elas Mariozinho confessa que nada sería possível. "Acreditar no que se faz", como base de tudo, aclara. A Campana é o que é hoje porque passou por um proceso de seleção onde se aprimorou que as éguas fossem mansas, boas de andar, que estivessem na lida do campo, pois confessa que antes do que nada, está o trabalho, trabalho de campo, aquele que produz. A Cabanha Campana é um exemplo de superação continua, Mário acredita da constante evolução sem esquecer o passado, de onde tudo nasceu. "Continuar o trabalho que nas primeiras éguas formadoras da Campana tinha". Essa é uma das maiores missões. Por isso acredita em cada acasalamento que faz, tentando sempre melhorar, olhando, indo acasalar, tendo contato. "Nunca vão me ver acasalando no computador, ou por fotos". Assim vão se criando novas gerações, vão se criando novos sonhos. Falando com Cosas del Campo ele diz... "Não sou apaixonado pelos meus bichos, sou apaixonado pelo que faço, sou realizado por tudo o que contruí até hoje". Em que se basa essa construção? Além de cavalos, ele agradece primeiramente e ante tudo a sua família, mulher a filhos. Ele acredita que é um motivo de muita emoção, motivo de orgulho... "Ter uma família como a que eu tenho hoje no mundo que vivemos, é com certeza uma benção!". "Sem isso aí, as coisas não andam!", expressa. Isso o leva a ele e a família, a que antes de negócios, antes de vendas, antes de campeonatos, exista uma razão de viver: o cavalo crioulo. Texto: Maria Eduarda Sanes Fotos arquivo: Cabanha Campana

Cabanha Campana...Um trabalho feito em famlia

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Trabalho em família- Parte II
"A LIDA DOS SONHOS" "Um dia mais pra coleção, um dia menos pra ir em busca de nossos sonhos". Assim é que Cosas del Campo, começa a escrever o II Capítulo do "Trabalho em família", do CT Valadão. Capítulo que emociona, já que os resultados vem, quando se tem trabalho por trás, trabalho que não é fácil, e começa bem cedinho, bem mais cedo do que a gente pensa. Segundo o Nilo, o patriarca do CT, o movimento por lá começa pelas 5-5:30 da manhã, conforme a quantidade de cavalos tenha para ensilhar. Enquanto Nilo se prepara para mais um dia de lida, a Cátia já está na cozinha, em busca de um saboroso café, e os guris aproveitam pra ficar um pouco mais na cama... Mas não vão pensar que é por muito tempo não! A lida pela manhã com eles, é com os livros, e na tarde é com os cavalos. Claro!... Melhor parte do dia pra eles, é a do cavalo, ou, tal vez melhor dito, é a lida do aprendizado. Porque nem tudo é cavalo...Conjuntamente com o patriarca, eles aprendem tudo o que estiver relacionado ao campo, já seja destrancar um terneiro ao nascer, como fazer uma corda de couro. Segundo os guris, o pai sempre diz: "...O que se aprende não ocupa espaço e conhecimento ninguém tira da gente...". Pois é! Isso é verdade, até se aplica pra tudo nesta vida. E quando conhecimento é o assunto... Não são só os gêmeos que vão por eles, lá no CT, tem mais gente que busca conhecimento, são os alunos do Nilo, que sonham ao igual que eles, ganhar e participar em provas (Freio Jovem, redomões, etc), e que tomam aulas lá. Já seja com o Nilo, ou com a ajuda dos gêmeos. "Tem que serem focados e determinados naquilo que buscam, tratando de entender e respeitar o tempo de cada animal e, assim, seguir o treinamento com foco em bons resultados em pista" É que o Nilo, traspassa pros seus filhos e alunos. Pra fechar, fomos em busca deles, dos gêmeos. Eles nos contam que são eternos agradecidos por terem essa vida, por gostarem da lida do cavalo e do campo, que sempre que podem acompanham toda a lida, até porque, se fosse por eles, largavam o estudo, e seguiam só no cavalo. Mas todos sabemos que esta vida não é assim, e que os momentos bons, muitas vezes, são os que menos duram, e devemos de saber aproveitá-los. Hoje, os gêmeos, lutam com um fator não menos importante: "A ANSIEDADE". Eles querem que os resultados, venham e sejam pra hoje, fator que devemos saber trabalhar com ele. Mas lá vem de novo os pais atrás... Dizendo que tem aprender a perder, que não são todas as vezes que se ganha, que não são todos os cavalos fáceis de domar, que todo treino é um aprendizado, e que toda prova deixa uma lembrança, seja ela boa ou ruim... Mais sobre todas as coisas, dizem, todos os dias que não percam nunca, de jeito algum, a vontade de ir atrás de seus sonhos... Terceira parte está vindo aí! Com mais emoção ainda. Cosas del Campo, sempre perto de você!

Trabalho em famlia- Parte II

Atravessando Fronteiras

Colunas Internacionais

Um lugar onde a função funciona
Visita a Cabanha La Escondida Para não ficar ao descoberto com a minha idade, direi que passaram mais de um par de décadas até voltar a pisar esta cabanha. Em aquele então foi com motivo de uma corrida que tinha o espíritu amateur de outra época. Todos estavam fazendo um campamento na estância. Ali era quando meu pai me contava que Don Victor era um prestigioso criador... Com o pasar dos anos e como um testigo privilegiado fui construindo minha própria ideia do que meu pai se referia em aquele então. Vi um atrás do outro os cavalos que se destacavam no corral de aparte. Não importava a técnica ou o ginete, já que vi a Marcial Contreras, Pedro Muñoz, Nono Salinas, Ramón Diaz, Carlitos Rodriguez por citar alguns dos que têm competido no corral de aparte. Todos fazendo gala da agilidade e boa boca de uma cavalhada que parece ter alguma coisa distinta das demais. A rienda tem sido o lugar onde tem se destacado seus cavalos, aparecendo no pódio varias vezes. Não tem cabanha que tenha três tricampeonas de rienda, Petronila-Agua Clara-Esta Sí. Para completar esta trilogía tem que agregar ao celebre Miralejos e a Huasuncho. Também com distintos ginetes, mas com os mesmos resultados. Seu dono é quem ostenta mais campeonatos de rodeios. Detalhe não mejor já que fala da esencia da cabanha, a seleção se faz provando tudo. Da melhor maneira... COMPETINDO COM SEUS PRODUTOS... Ao dia de hoje, Dom Victor aporta sua experiência, rodeado de gente jovem como são Nacho, seu neto, German que é amigo da família, Nico y Santiago Martinez, seus sobrinhos. Claro que o sustento da família são seus filhos Martin e Victoria, e a dona da casa, Sra. Estrella. Acho que tem conformado uma grande equipe de trabalho e a cabanha segue defendendo seu prestígio na rienda, el corral e o freio de ouro. Merece um parágrafo extra os cavalos que tem sido exportados, principalmente ao Brasil. Tendo sido uma grande descendência que o Provinciado tenha sido quarto no Freio de Ouro. Diz o lema da cabanha: "onde a função funciona". Aos olhos de um observador silencioso posso dizer que é muito mais do que isso. "A melhor seleção realizada a través da competência". Felices 50 anos Cabaña La Escondida. Fotos: Daniel Sempe

Um lugar onde a funo funciona

O Veterinário

Sanidade animal

Tecnologia na medicina
Tecnologia na medicina esportiva equestre Atualmente cada vez mais o mundo do esporte equestre nos impressiona através de performances admiráveis atingindo metas e recordes fascinantes por parte dos atletas "equinos" nas várias modalidades que as raças desenvolvem .. É verdade que existe uma grande evolução no estudo das técnicas de treinamento e entendimento dos animais por parte dos treinadores o que torna tudo isso mais possível porém ao mesmo tempo que as técnicas avançam também a exigência sobre os atletas aumenta e com isto os animais são submetidos a intensas e repetitivas cargas de atividades as quais traçam uma balança entre a alta performance e a saúde, a qual deve estar sempre em equilíbrio pois precisam andar juntas para o resultado ideal . Em se tratando de saúde, é válido destacar que assim como as técnicas de treinamento e atividades equestres evoluem não é diferente na área médica veterinária, onde incansavelmente se buscam técnicas e condutas cada vez mais próximas às necessidades de apoio à quais os equinos necessitam vez que estão inseridos no contesto das atividades de alta performance !! É impressionante observar que toda a tecnologia de apoio veterinário na medicina esportiva, e também nas outras áreas, assemelham-se ou comparam-se às utilizadas na área humana. Hoje contamos com recursos diagnósticos de imagens de alta geração como a ex: resonancia magnética, cintilografia, radiologia digital, tomografia, ecografia entre outros assim como terapias de apoio das mais modernas como cirurgias guiadas por imagens como laparoscopia, artroscopia, etc além de técnicas de recuperação de lesões como ondas de choque, terapias celulares, plaquetarias entre outras.. Também destaca-se o aprimoramento e especialização dos profissionais da área que prepararam-se cada vez mais para melhor entender as necessidades dos equinos e assim poder dominar esse leque de recursos que a medicina atualmente propõe e desta forma termina por valorizar ainda mais a Medicina veterinária esportiva tornando-se esta uma importante e apaixonante atividade, que igualmente a medicina esportiva humana, merece muitos méritos vez que contribui diretamente para o resultado final através do diagnóstico precoce, eficaz e correto para a melhor preservação e condicionamento dos atletas !!

Tecnologia na medicina

Bem estar Animal

A vida do campo

Embrapa apoia o desenvolvimento de políticas públicas da Seapi contra o carrapato bovino e a TPB
Várias discussões em torno do tema carrapato bovino vêm sendo feitas, ao longo dos últimos anos, no estado do Rio Grande do Sul. Em 2012, a Embrapa Pecuária Sul promoveu o encontro entre pesquisadores e docentes da área de controle parasitário buscando alinhar ideias e unir forças para a problemática do carrapato e outras parasitoses. Quatro anos depois deste encontro, profissionais especializados no tema de controle do carrapato bovino e da tristeza parasitária bovina se uniram à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do estado (Seapi) para auxiliar no planejamento, gestão e execução de ações que apoiem produtores e técnicos no encontro de soluções para os problemas enfrentados nas propriedades rurais. Em 2016, foi publicada uma portaria formalizando a atuação deste grupo, intitulado Grupo Técnico do Carrapato, composto por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul, Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), Unipampa, UFRGS, Urcamp, UFPel, UPF, técnicos da SEAPI, CRMV/RS e pesquisadores aposentados destas instituições. "Em 2016, o grupo se reuniu para definir estratégias de ação e desde o início de 2017, o GT tem realizado cursos para o aperfeiçoamento de técnicos no tratamento do problema. Temos que usar de forma eficiente e estratégica as formas de controle disponíveis para minimizar o problema do carrapato, daí a importância do aperfeiçoamento de veterinários para o acompanhamento técnico de qualidade", conta a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Claudia Gulias Gomes. O quinto encontro, promovido pelo GT do Carrapato, foi realizado entre os dias 10 e 11 de outubro, na Embrapa Pecuária Sul. A partir de 2018, o grupo irá focar em capacitações para médicos veterinários autônomos e extensionistas rurais. Além das capacitações, entre as estratégias de controle estadual do carrapato bovino estão a padronização das técnicas de diagnóstico de resistência a carrapaticidas (biocarrapaticidograma) entre as instituições colaboradoras e a promoção destes testes oferecidos por meio desta rede de laboratórios credenciados. O biocarrapaticidograma é oferecido por universidades e laboratórios e, de forma gratuita, pela Embrapa Pecuária Sul e pelo IPVDF. O objetivo da rede de laboratórios é facilitar a realização de testes que demonstrem qual acaricida funciona ou não, de acordo com cada caso, em vez de escolher um produto aleatoriamente para tratar o carrapato. Outro obstáculo a ser transposto, segundo o coordenador do grupo, Ivo Kohek, da Seapi, é a subnotificação de casos de TPB. Entre 2009 e 2016, foram notificadas 10 mil mortes por ano causadas pela doença. "Consideramos que estas 10 mil mortes anuais por TBP notificadas na Secretaria representam um número muito aquém da realidade, pois a maioria das mortes de bovinos não é devidamente diagnosticada por meio de um exame específico para Tristeza", conta o coordenador. "Em 2015, tivemos 351 mil notificações de óbitos sem diagnóstico, mais outras 115 mil, em 2016. Precisamos saber quais entre essas 460 mil mortes são de TPB, para que possamos começar a computar", explica Kohek. De posse de um número preciso de mortes causadas pela doença, poderiam ser fomentadas melhores políticas públicas para controlar e reverter a situação no estado. De acordo com uma pesquisa realizada em uma dissertação no Curso de mestrado do IPVDF, cerca de 50% das compras de acaricidas são feitas por indicação de balconistas de loja veterinária. "Isso está totalmente errado, pois quem vende tem os interesses comerciais. Nós temos de parar de estimular essa cultura de "use aquilo que eu usei, ou use aquilo que a internet está vendendo. Por isso a importância de usar o biocarrapaticidograma para pautar a escolha do acaricida e ter a orientação técnica qualificada ", explica Kohek. "Cada caso de propriedade com carrapato é único e o tratamento deveria ser pensado não somente pelo viés produtivo. Se o produtor quiser mesmo reverter uma situação problemática de carrapato, às vezes é preciso que seja feita uma operação violenta de manejo na propriedade. Sem isso não tem como resolver muitos dos casos", garante o professor da Urcamp Guilherme Collares, que é um dos integrantes do GT. Para Claudia Gulias Gomes, pesquisadora da Embrapa que tratou o tema de resistência aos antiparasitários, é fundamental que os produtores busquem a associação do uso consciente de carrapaticidas a medidas não químicas. "É importante ainda reduzir a frequência de tratamento e a exposição do tratador à toxicidade dos produtos, bem como o risco de resíduos químicos na carne e no leite', enfatiza. Entre as medidas não químicas apontadas pelos pesquisadores está o manejo de campo, como o uso de técnicas de pousio das pastagens. A pesquisadora Claudia também destacou a importância do investimento em potreiros de quarentena nas propriedades para evitar a introdução de parasitos resistentes . Além disso, é fundamental que o produtor tenha anotado todos os tratamentos efetuados no rebanho e lance mão do biocarrapaticidograma para saber qual produto ainda pode ser eficaz. Os técnicos da Seapi também foram alertados sobre a importância de ensinar ao produtor o reconhecimento das fases de desenvolvimento do carrapato e como ensiná-los a coletar corretamente os carrapatos para a realização do biocarrapaticidograma. Outro assunto tratado foi a coleta de material para exame laboratorial da TPB. Quando o animal está doente ou morre, é importante coletar o material corretamente, para aumentar a precisão do diagnóstico. "Fechar o diagnóstico é importante por dois motivos no caso de Tristeza. No caso pós-morte para notificar corretamente e, para quando o animal está doente, para identificar se é babesia ou anaplasma. Por mais que existam medicamentos que atuem contra os dois, existem medicações específicas também. Tendo o diagnóstico de certeza podemos partir para a medicação específica", explica a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Emanuelle Gaspar.

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Camineira